Previdência

Promotoria investiga viagem de representantes do IPSM à Europa

Por Da Redação |
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Fachada do IPSM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal) de São José dos Campos
Fachada do IPSM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal) de São José dos Campos

O Ministério Público instaurou um inquérito para apurar supostas irregularidades na viagem de dois representantes do IPSM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal) de São José dos Campos à Europa. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Servidores.

A viagem foi realizada em setembro de 2019 a Londres, capital da Inglaterra. Participaram dois representantes do IPSM: o então superintendente do órgão, Gláucio Lamarca Rocha, que é o atual secretário municipal de Gestão Habitacional e Obras, e a economista Lídia Maria Rijo de Figueiredo Cavalcanti, diretora financeira do Comitê de Investimentos do instituto.

A viagem foi autorizada em reunião extraordinária do Conselho Administrativo do IPSM realizada no dia 30 de agosto daquele ano: seis conselheiros votaram a favor e quatro votaram contra.

Em Londres, Gláucio e Lídia participaram de um curso oferecido pela XP Investimento em parceria com a Morgan Stanley Investment Management. A viagem custou R$ 71 mil, dos quais R$ 20 mil foram pagos pelo IPSM e o restante pela XP.

Na denúncia ao MP, o sindicato ressaltou que a XP mantinha contratos com o IPSM e que, ao custear o curso, a empresa poderia “usar do seu poderio econômico para fazer lobby a favor de seus negócios”.

Para o sindicato, houve conflito entre interesses públicos e privados. “Não podem esses agentes públicos administrarem negócios entre o IPSM e a XP Investimentos e participarem de cursos custeados (ainda que em parte) com o dinheiro da empresa cliente”, diz trecho da denúncia. “Tal comportamento pode ser considerado antiético e ilícito disciplinar, além de poder também caracterizar ato de improbidade administrativa”, conclui a representação encaminhada ao MP.

OUTRO LADO.

Em nota à reportagem, o IPSM alegou que “a capacitação profissional de servidores está prevista em lei e que a referida viagem atendeu a interesse público para que o gestor da entidade pudesse se capacitar para melhor gerir os recursos dos servidores”.

Já Gláucio afirmou que “não houve conflito de interesses e que a denúncia não procede”, e que “os argumentos já foram apresentados no processo e a expectativa é que o mesmo seja arquivado”.

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