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Câmara de Taubaté aprova honraria a ex-servidor da Prefeitura que agrediu morador

Por Da Redação |
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Jarbas Nogueira, ex-gestor da área de Segurança e Vigilância da Prefeitura de Taubaté
Jarbas Nogueira, ex-gestor da área de Segurança e Vigilância da Prefeitura de Taubaté

A Câmara de Taubaté aprovou nessa terça-feira (17) um projeto que concede o título de cidadão taubateano a um ex-servidor da Prefeitura que se envolveu em ao menos três polêmicas entre 2018 e 2020 – em um dos casos, um vídeo mostra o ex-funcionário agredindo um morador durante uma ação de despejo em um conjunto habitacional.

Sargento reformado da Polícia Militar, Jarbas Nogueira foi gestor da área de Segurança Pública em Taubaté entre 2018 e 2020, no segundo mandato do ex-prefeito Ortiz Junior (PSDB).

A honraria foi proposta pelo vereador Boanerge dos Santos (PTB), que também é PM reformado. Outros seis parlamentares assinaram eletronicamente como coautores: Coletor Tigrão (Cidadania), Alberto Barreto (PRTB), Diego Fonseca (PSDB), Douglas Carbonne (DEM), Jessé Silva (PL) e Dentinho (PSL).

Durante a votação, apenas as vereadoras Elisa Representa Taubaté (Cidadania) e Talita Cadeirante (PSB) se manifestaram contra a proposta.

“Ninguém vai em um lugar que tem violência, com flores”, afirmou Carbonne, para justificar seu voto a favor da honraria. “O quanto é importante a gente homenagear uma pessoa que foi um exímio policial militar, entre outras coisas foi responsável pela construção da Força Tática, do canil do nosso 5º Batalhão [da Polícia Militar], da cavalaria, e também da sede da Guarda Municipal e da Secretaria de Segurança Pública”, afirmou Boanerge.

FICHA.
No primeiro episódio, em fevereiro de 2018, Jarbas agrediu um morador durante uma ação de despejo em um conjunto habitacional do Barreiro. A agressão foi filmada pela esposa da vítima. Como a ação de despejo ocorreu sem o devido processo legal, a Prefeitura foi condenada pela Justiça a pagar R$ 40 mil de indenização aos moradores, que voltaram à residência. Na decisão, de fevereiro de 2020, a juíza Bruna Acosta Alvarez, da Vara da Fazenda Pública, apontou que houve “violência desproporcional e covarde”.

No segundo caso, em fevereiro de 2019, Jarbas utilizou o apoio de seguranças terceirizados da Prefeitura para conduzir à delegacia um publicitário que havia elaborado panfletos com críticas aos vereadores envolvidos na ‘Farra das Viagens’.

No terceiro caso, em abril de 2020, um casal de moradores acusou Jarbas de agir com truculência durante uma operação que visava a remoção de construções irregulares em uma área verde no bairro Hércules Masson. Segundo o casal, Jarbas teria dito que ia prender o homem e ainda ameaçado atirar nele.

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