Internacional

Avião feito pela Embraer é capturado por extremistas no Afeganistão

Por Da redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Membros do Talibã com a aeronave de ataque leve Super Tucano A-29 da Força Aérea Afegã, fabricada pela Embraer
Membros do Talibã com a aeronave de ataque leve Super Tucano A-29 da Força Aérea Afegã, fabricada pela Embraer

A volta do grupo Talibã ao poder do Afeganistão, após 20 anos, resultou na captura de vários equipamentos dados pelo governo dos Estados Unidos ao governo local, incluindo os aviões brasileiros A-29 Super Tucano feitos pela Embraer. A informação é do site Aeroin, especializado em aviação.

A aeronave foi desenvolvida pela Embraer, que fabrica parte de suas peças em Gavião Peixoto antes de enviá-las à Flórida, onde sua montagem é finalizada nas instalações da Sierra Nevada Corporation, parceira da empresa brasileira.

Este processo é necessário pelo fato de a montagem ser feita em território americano e, portanto, considerado um produto americano, podendo entrar nos programas de financiamento e apoio dos EUA aos seus aliados.

Dentre eles está o Afeganistão, que começou a receber aeronaves em 2016, quando um governo afegão apoiado pelos EUA controlava o país e o Talibã estava em um de seus piores momentos.

Ao todo, foram encomendadas 26 aeronaves para o Afeganistão, sendo que 23 já estariam em operação. Desde 2016, os aviões turboélice têm exercido a função de ataque ao solo, combatendo os extremistas com uma boa taxa de sucesso, sendo uma grande vitrine para a Embraer.

No entanto, com a saída dos EUA do Afeganistão, o Talibã avançou rapidamente e imagens começaram a circular na internet mostrando ao menos um Super Tucano capturado pelos talibãs, supostamente na Base Aérea de Mazar-i-Sharif, onde a maioria das aeronaves está baseada.

De acordo com a imprensa internacional, ao menos 14 aeronaves Super Tucano foram levadas para o Uzbequistão e um deles caiu durante a operação. Os restantes têm distino incerto, segundo avaliação do Departamento de Defesa dos EUA colhida pela Folha de S.Paulo.

Com a captura do Super Tucano, é a primeira vez que o Talibã tem acesso a aviões operacionais de combate. Não se sabe a capacidade deste grupo em operar tais equipamentos.

A Embraer não comentou o assunto.

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