Embate

Investigado, Bolsonaro afirma que 'parte' do STF quer 'corrupção e impunidade'

Por |
| Tempo de leitura: 2 min
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro

Um dia após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, reagir aos ataques do presidente Jair Bolsonaro à Corte, Bolsonaro manteve a mesma postura e disse que "parte" do tribunal quer a "volta da corrupção e da impunidade". Bolsonaro também voltou a chamar Fux de "desinformado" e repetiu ataques ao sistema eleitoral brasileiro, referindo-se a integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como "pessoas sem compromisso com a liberdade".

"O que parte do nosso querido Supremo Tribunal Federal quer? É a volta da corrupção e da impunidade. Não estou atacando o Supremo Tribunal Federal", disse Bolsonaro, durante almoço com empresários em Joinville (SC).

Na quinta-feira, em reação aos ataques de Bolsonaro aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, Fux anunciou o cancelamento de uma reunião entre os Poderes que estava prevista. Como já havia feito na quinta, Bolsonaro repetiu que Fux está "desinformado" por ter afirmado, em seu pronunciamento, que os ataques de Bolsonaro foram relatados pela imprensa.

"Até no dia de ontem, a nota do senhor excelentíssimo ministro presidente do Supremo, ele falou: 'de acordo com matérias da mídia, o presidente ataca o Supremo'. Olha, quem busca informações junto à mídia já está desinformado".

Também em resposta ao pronunciamento de Fux, que falou na importância da "harmonia institucional do país", o presidente disse que "o que menos existe" é harmonia:

"Não estou atacando o Supremo Tribunal Federal. Longe disso. O que menos existe, parece, é harmonia. Nunca proferi uma só palavra, tive um só ato, uma só posição, fora das quatro linhas da Constituição".

Como vem fazendo nas últimas semanas, Bolsonaro também colocou em dúvida a lisura das eleições brasileiras, sem apresentar provas de fraudes:

"Esse tipo de gente quer decidir as eleições do ano que vem. Eu quero e desejo eleições limpas, democráticas, sem que meia-dúzia de pessoas sem compromisso com a liberdade conte o nosso voto em uma sala escura. Sem eleições limpas não teremos fraude, já é uma fraude".

Comentários

Comentários