Vacinação

Projetos em São José colocam no fim da fila quem escolher marca de vacina contra Covid

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Vacinação em São José
Vacinação em São José

Dois projetos protocolados na Câmara de São José dos Campos propõem colocar no fim da fila de vacinação quem se recusar a tomar o imunizante que estiver disponível no posto.
As propostas, apresentadas pelos vereadores Dulce Rita (PSDB) e Júnior da Farmácia (PSL), reproduzem o texto de uma lei municipal que entrou em vigor no fim de julho na cidade de São Paulo.
Segundo os projetos, que têm texto idêntico, quem “for retirado do cronograma de vacinação por recusa do imunizante será incluído novamente na programação após o término da vacinação dos demais grupos previamente estabelecidos”.
A pessoa que se recusar a tomar a vacina disponível terá que assinar um termo de recusa, que será anexado ao cadastro único do paciente na rede municipal de saúde, para que não consiga se vacinar em outro posto.
As exceções são apenas para gestantes e puérperas e para aqueles que tiverem comorbidade comprovada por recomendação médica.
Os dois projetos serão lidos na sessão dessa quinta-feira (5) e começarão a tramitar. Antes de serem votados, os textos passarão por análise das comissões permanentes. O prazo para emendas termina no próximo dia 19.
SOMMELIER.
O objetivo dos projetos é evitar os chamados ‘sommeliers de vacina’ em São José.
Essa prática virou notícia na cidade no fim de junho, após o prefeito Felicio Ramuth (PSDB) ser alvo de críticas de seguidores depois de esperar duas semanas para se vacinar.
Felicio, que tem 52 anos, poderia ter sido vacinado já no dia 15 de junho, quando a vacina aplicada na cidade era a AstraZeneca. O tucano, no entanto, foi imunizado apenas no dia 28, quando o município passou a aplicar a Janssen.
Felicio se defendeu à época, dizendo que havia resolvido esperar a esposa, para que o casal se vacinasse junto. Mas Vanessa Ramuth, que tem 44 anos, já poderia ter sido imunizada no dia 23 de junho – ou seja, a primeira-dama também esperou.
A prática de escolha da vacina tem sido uma preocupação de especialistas, já que gera lentidão à campanha de imunização, em um momento em que a celeridade é importante. Todas as vacinas em aplicação no país possuem aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

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