Mortes por Aids têm menor patamar no Vale do Paraíba em 27 anos

Por Xandu Alves |
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Prevenção. Campanha contra a Aids e DST em São José dos Campos
Prevenção. Campanha contra a Aids e DST em São José dos Campos

O número de pessoas mortas em decorrência de complicações causadas pela Aids, no Vale do Paraíba, despencou 73% em 20 anos, segundo dados da Fundação Seade.

No pico da moléstia, em 1996, a região registrou 443 mortes causadas pela Aids, número que caiu para 119 em 2017, ano com os dados mais recentes do Seade.

As 119 mortes em 2017 também são a menor quantidade de óbitos em decorrência da Aids dos últimos 27 anos. Perdem apenas para os 84 registros de 1990.

De acordo com o levantamento do Seade, com dados a partir de 1985, o Vale encerrou aquele ano com duas mortes provocadas pela Aids. Em 1990, o total subiu para 84 e mais do que quintuplicou até 1996, atingindo o pico de 443 mortes.

Desde então, a mortalidade pela doença está em trajetória de queda na região, reduzindo para 283 mortes em 2000, 228 em 2010 e 119 em 2017, ano com diminuição de 26,5% comparado ao período anterior: 162 óbitos em 2016.

Entre 1995 e 2019, a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes despencou no Vale, de 23,7 para 5,5 óbitos por 100 mil habitantes em decorrência da Aids, uma queda de 76,7%.

No estado de São Paulo, a situação é semelhante, segundo o Seade.

O maior número de óbitos por Aids ocorreu em 1995 (7.739), com taxa de mortalidade de 22,9 óbitos por 100 mil habitantes.

A partir de 1996, com a introdução de tratamentos por antirretrovirais para os pacientes com a doença, os números de óbitos por Aids reverteram a tendência e passaram gradativamente a diminuir, alcançando em 2019 o patamar de 2.049 casos fatais no estado, queda de 74%.

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