Licitação

Concessão da Arena de Esportes de São José atrai apenas uma empresa

Por Da Redação |
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Arena de Esportes de São José dos Campos
Arena de Esportes de São José dos Campos

Apenas uma empresa apresentou proposta para a concessão da Arena de Esportes de São José dos Campos. A sessão da concorrência pública para o recebimento dos envelopes foi realizada na manhã dessa terça-feira (3).

A única interessada foi a empresa MCG – Suplementos Alimentares, que pertence ao grupo Farma Conde – o grupo patrocina o time masculino de vôlei da cidade.

A proposta da empresa foi de repassar ao município 10% da receita bruta obtida com a exploração comercial do espaço – o percentual mínimo previsto no edital era de 5%.

O próximo passo da licitação é a análise da documentação apresentada. Caso a empresa seja habilitada, será convocada para a assinatura do contrato.

CONCESSÃO.
A arena tem capacidade para 5.000 lugares e estacionamento com 705 vagas, sendo 497 para carros.

O contrato de concessão terá duração de 20 anos, prorrogável por mais 10 anos. Nesse período, a Prefeitura terá dois dias da semana reservados para a realização de atividades ou eventos.

Esses dias – terças e quartas – poderão receber, por exemplo, jogos das equipes esportivas que representam o município. Nessas datas, não haverá cobrança na bilheteria e no estacionamento do complexo. A Prefeitura não terá que pagar nada à empresa pelo uso da arena nesses dias.

Nos demais dias da semana, o complexo poderá ser explorado comercialmente pela concessionária. O edital cita, por exemplo, a possibilidade de o espaço ser alugado para eventos esportivos e shows. Além disso, a empresa poderá obter receitas com publicidade e também com a cobrança pelo estacionamento, seja em dia de evento ou em dias comuns, como um estacionamento particular.

ARENA.
Iniciada em 2011, no governo Eduardo Cury (PSDB), a construção da arena deveria ter custado R$ 33,4 milhões e ter sido concluída em agosto de 2012. Nove anos depois, o gasto total no complexo já chega a R$ 69,4 milhões, um acréscimo de R$ 36 milhões.

Desse total, R$ 13,4 milhões foram gastos no primeiro contrato, com a Recoma, que foi rescindido em 2014, no governo Carlinhos Almeida (PT). A empresa executou apenas 40% do previsto.

A obra foi retomada em maio de 2019 pelo governo Felicio Ramuth (PSDB), a um custo extra de R$ 41,8 milhões. A previsão era de que o serviço fosse concluído em 18 meses (em novembro de 2020), mas o contrato com a empresa Porto Belo sofreu prorrogações, além de ter ficado mais caro, chegando a R$ 46,1 milhões.

Outros gastos foram feitos com a ‘pele de vidro’ que reveste o espaço, com melhorias nos acessos, com paisagismo, com a construção de um estacionamento e com o fechamento do entorno da arena.

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