Segurança diária

Acidentes domésticos quase dobram durante o período pandêmico

Por Patrick C. Santos |
| Tempo de leitura: 3 min
2020 registra 14 mil mais casos de acidentes domésticos em relação a 2019
2020 registra 14 mil mais casos de acidentes domésticos em relação a 2019

Segundo dados do MS (Ministério da Saúde), o número de acidentes domésticos quase duplicou durante a pandemia de Covid-19. Em 2019, 18 mil acidentes aconteceram em todo o Brasil, já em 2020, o número de casos saltou para 32 mil.

Tal índice foi apresentado pelo tenente da reserva do CB (Corpo de Bombeiros), Hilton Dalla, na palestra online da 9° Semana de Prevenção às Deficiências, realizada pela SEPEDI (Secretaria da Pessoa com Deficiência e do Idoso). "Esse aumento está relacionado à pandemia do novo coronavírus e o fato das pessoas passarem a trabalhar em casa. Com a suspensão das aulas, as crianças também ficaram restritas ao ambiente doméstico", explicou o tenente.

INGESTÃO DE QUÍMICOS.
De acordo com o tenente Dalla, um dos casos mais comum de acidente é a ingestão de produtos de limpeza por parte de crianças e pré-adolescentes.

“Normalmente as pessoas deixam os produtos próximo ao tanque de lavar roupas, da pia da cozinha ou banheiro, à mão. Essas mercadorias geralmente tem embalagem colorida, cheiro agradável e muitas crianças têm o impulso em beber ou comer essas substâncias. A dica é guardar qualquer substância de limpeza em lugar alto e fechado. Em caso de ingestão, levar a criança ao atendimento médico”, ressaltou o bombeiro.

AFOGAMENTO.
Outra ocorrência extremamente comum é o afogamento em piscinas, baldes, bacias e banheiras. Segundo o bombeiro, estas "nunca devem ficar cheias de água após o uso. Porque há o risco das crianças caírem nesses recipientes e se afogarem, se não tiver um adulto por perto. O mesmo acontece em relação a piscinas que devem ser cercadas ou quando não estão em uso, devem estar tampadas com lona apropriada ou rede".

ITENS ELETRÔNICOS.
Também é recomendável que não se deixe crianças perto de equipamentos elétricos, tanto pelo choque como por outros agravantes, por exemplo, o corte de liquidificador (ou de outros itens não-elétricos, como facas e tesouras).

ENGASGAMENTO.
Muito comum entre bebês, o bombeiro definiu como um dos casos mais recorrentes. "Trabalhei no Centro de Operações do Corpo de Bombeiro, onde são atendidas as chamadas do 193. Há vários casos de engasgamento do bebê com o leite materno, por exemplo. A gente faz o atendimento pelo telefone mesmo, ensinando a manobra de 'Heimlich'. Deve-se virar o bebe de bruços e dar cinco tapinhas na altura dos ombros, entre as escápulas. Se for uma criança de cinco anos, a pessoa deve ajoelhar na altura dela, passar os braços pelas costas e unir as mãos entre a boca do estômago e o umbigo e pressionar para que ela consiga expelir o objeto. Na pessoa adulta é o mesmo procedimento, só que a gente se posiciona de pé para fazer a manobra", disse Dalla.

QUEIMADURA.
Além de queimaduras com fogões, fornos e torradeiras, o casos mais preocupante - e infelizmente, mais comum - é a queimadura com óleo de cozinha quente. "Em caso de queimadura superficial, apenas coloque água no local. Se for mais grave, procure atendimento especializado", recomendou o profissional

IDOSOS.
Por fim, citando casos dos mais velhos, o tenente Dalla sugeriu que a mobília da casa se adeque às necessidades do idoso, por exemplo: sem tapetes, barras de apoio do banheiro, pisos antiderrapantes, proteção em quinas de mesas e outros para evitar quedas e machucados feios.

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