Política

HU municipal impediu o reajuste do funcionalismo em Taubaté, diz Ortiz

Por Da redação@jornalovale |
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Reajuste incerto. O prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), durante evento oficial no fim de semana
Reajuste incerto. O prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), durante evento oficial no fim de semana

A retomada da administração do Hospital Universitário pelo município, no último dia 1º de maio, impediu a concessão do reajuste salarial para os servidores da Prefeitura de Taubaté, que deveria ter ocorrido no mesmo mês.

A afirmação é do prefeito Ortiz Junior (PSDB). "O servidor público tem que entender que eu fiz uma opção, entre ter um hospital e ter o reajuste. O reajuste da inflação, hoje, de 4,85%, custaria à prefeitura R$ 30 milhões. É exatamente R$ 30 milhões que a gente vai gastar no hospital, para o povo de Taubaté mais pobre, que é SUS/dependente, até dezembro".

Essa nova versão foi dada no último fim de semana. No início do ano, Ortiz afirmava que já havia separado R$ 20 milhões e que o reajuste estaria garantido. Em maio, passou a dizer que a revisão só será aplicada caso a Câmara aprove o projeto que reduz as regras de aportes ao IPMT (Instituto de Previdência do Município de Taubaté).

"Taubaté não é uma ilha de prosperidade econômica, no Brasil onde grassa uma crise econômica, a mais grave da história da República. A gente vive com dificuldade na prefeitura, há inadimplência de impostos, a gente tem os repasses voluntários da União diminuindo a cada dia, restam só os compulsórios, a gente vem fazendo obra", justificou o prefeito.

Com 6.280 servidores, a prefeitura enfrentou problemas para conceder o reajuste nos últimos três anos. A defasagem no período é de 3,46%. "Administrar é fazer escolhas. Nos últimos anos nós fizemos 27% de aumento acumulado. Eu acho justo, que agora, todo mundo faça um sacrifício para que as pessoas tenham seu hospital", disse o prefeito. "Taubaté nunca atrasou hora-extra, nunca atrasou salário, nunca atrasou 13º", completou o tucano.

Questionado pela reportagem, o Sindicato dos Servidores afirmou ter recebido do governo Ortiz a informação de que o reajuste ainda poderá ser aplicado caso o projeto do IPMT seja aprovado.

A oposição criticou o prefeito. "O sacrifício em uma crise deve vir de supérfluos, de regalias, e não do direito de quem já não tem condições dignas de trabalho", disse a vereadora Loreny (Cidadania).

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