Com o avanço da tecnologia, o chamado “home office” tem conquistado profissionais de diversas áreas. Mas, se por um lado essa forma de trabalho trouxe conforto e flexibilidade para muitos trabalhadores; por outro, aumentou os afazeres do sindico, afinal, estabelecer normas para evitar conflitos tornou-se imperativo.
Segundo Jaime Roque, diretor da Ortecon Condomínios, de São José dos Campos, não há uma lei especifica que regulamenta esse tipo de atividade e, por isso, fica a cargo do sindico estabelecer normas para que os limites não sejam extrapolados.“O direito de um termina quando começa o do outro. É importante que não haja qualquer tipo de incômodo aos vizinhos. O entra e sai de estranhos no condomínio, por exemplo, pode interferir na segurança local”, afirmou.
Ainda segundo Roque, caso as regras condominiais não sejam cumpridas, o morador estará, sim, sujeito à multa.Com o crescimento da prática do home office, os limites entre as atividades comerciais e a convivência com os moradores em prédios residenciais tem sido alvo de debates. Afinal, como conciliar o trabalho realizado por profissionais - muitos autônomos - com as regras condominiais?
Para a designer de interiores Christiane Costa da Silva, de São José, alguns cuidados são a chave para a boa convivência. “O fato de ter optado pelo home office nunca interferiu na minha relação com os vizinhos ou infligiu as normas do condomínio”, contou ela que, quando decidiu sair da empresa em que trabalhava para ser autônoma, para poupar gastos, optou por trabalhar em casa em vez de alugar uma sala comercial. “Mesmo trabalhando em casa gosto de separar as coisas. Quando preciso fazer alguma reunião com o cliente, sempre marco os encontros em cafetarias ou restaurantes”, disse.
Para especialistas, a designer tem razão. Não há qualquer problema em exercer as atividades profissionais no apartamento desde que as normas estabelecidas na convenção sejam respeitas.“O segredo é evitar ao máximo qualquer possível desconforto com os demais moradores. Receber muitas pessoas na unidade, ter um barulho constante e, a pior das situações, usar as áreas comuns para trabalho também podem gerar muitos problemas, ainda mais se esse uso das áreas comuns resultar em um aumento nos gastos de energia ou água rateados pelos condôminos”, alertou Jaime Roque, diretor da Ortecon Condomínios,de São José dos Campos, Jaime Roque.