18 de junho de 1972: o jornal Washington Post noticiava o assalto à sede do Comitê Nacional Democrata, no complexo Watergate, na capital dos Estados Unidos. Durante a campanha eleitoral, cinco pessoas foram detidas ao fotografar documentos e instalar aparelhos de escuta no escritório do Partido Democrata.
Bob Woodward e Carl Bernstein, repórteres do Washington Post, começaram a investigar o então chamado caso Watergate. Durante muitos meses, os dois estabeleceram as ligações entre a Casa Branca e o assalto à sede do Comitê Democrata e revelaram o envolvimento presidente dos EUA, Richard Nixon, nas operações ilegais.
9 de junho de 2019: o jornalista Glenn Greenwald trouxe a público uma série de mensagens trocadas entre o ex-juiz e Ministro da Justiça, Sérgio Moro, e os procuradores da operação Lava Jato. Nas conversas, Moro (que autorizou um grampo ilegal dos advogados do ex-presidente Lula e da ex-presidenta Dilma) orienta a força tarefa do Ministério Público sobre a linha de investigação, os critérios das acusações, quais delações deveriam ser utilizadas e até mesmo o que a equipe do MPF deveria dizer ao público e a imprensa, para construir o cenário necessário para condenar e tirar Lula da corrida eleitoral.
O resultado das ações de Moro: ocupar o cargo de Ministro da Justiça de Bolsonaro, eleito em uma campanha marcada por fake News, caixa 2 e candidaturas laranjas.
Em 1974, Nixon renunciou à presidência. Em 2019, Sérgio Moro, que construiu sua reputação sobre uma falsa ética moral, vai se afastar do cargo de ministro e responder por seus atos?.