Política

Financiadas pelo CAF, obras do Barreiro e de Quiririm vão atrasar em Taubaté

Por Julio Codazzi@juliocodazzi |
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Mobilidade Urbana. Pacote de obras do CAF foi principal vitrine do segundo mandato de Ortiz Junior
Mobilidade Urbana. Pacote de obras do CAF foi principal vitrine do segundo mandato de Ortiz Junior

Dois dos principais pacotes de obras que serão financiadas com o empréstimo do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) vão atrasar e devem ser entregues apenas em 2020, no último ano do governo Ortiz Junior (PSDB).

A lista inclui o pacote de obras na região do Barreiro, que tem o alargamento da Estrada do Barreiro como seu principal item, e o pacote de obras na região do Quiririm, que inclui o prolongamento da Estrada do Pinhão.

Executadas pela empresa Compec Galasso, as obras de Quiririm tiveram início autorizado em dezembro de 2017 e deveriam ter ficado prontas em dezembro de 2018. O contrato já havia sido prorrogado por seis meses e agora sofreu nova ampliação, de nove meses. A entrega está prevista para 29 de fevereiro de 2020.

As obras em Quiririm, que inicialmente estavam orçadas em R$ 16 milhões, irão custar pelo menos R$ 20,6 milhões. Embora já devesse estar concluído há seis meses, o pacote está com 55% de execução. Segundo a prefeitura, intervenções na Avenida Cônego João Maria Raimundo da Silva e na Estrada do Pinhão já foram concluídas, mas os trabalhos na Estrada sobre o Antigo Leito sequer começaram.

Já o pacote de obras na região do Barreiro, executado pela empresa S.O. Pontes, teve o início autorizado em dezembro de 2017 e deveria ter ficado pronto em junho de 2019. Agora, foi prorrogado por 12 meses. O novo prazo é 28 de junho de 2020.

Essas obras, orçadas inicialmente em R$ 18,6 milhões, vão custar pelo menos R$ 21,4 milhões. Embora devesse ter sido concluído esse mês, o pacote está com 21% de execução. O serviço na Estrada do Barreiro foi dividido em três trechos. Em nenhum deles a obra foi finalizada.

Nos dois casos, o governo Ortiz apresentou as mesmas justificativas. As obras ficaram mais caras, segundo a gestão tucana, porque foi preciso proceder o recapeamento de mais áreas. Sobre o atraso, o problema teria sido a chuva. Segundo balanço da prefeitura, foram 211 dias de chuva durante o período de execução das obras do Quiririm e 190 no contrato do Barreiro. "Um dia de chuva impacta, em média, na execução de dois dias da obra", justificou a administração..

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