A Região Metropolitana do Vale do Paraíba tem R$ 1,5 bilhão em obras paralisadas, segundo levantamento do TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo).
Os dados foram atualizados em abril deste ano.
A lista traz 125 obras públicas em 33 cidades, em áreas como saúde, mobilidade e educação, como construção de unidades de saúde, escolas e pavimentação.
De acordo com o TCE, o relatório apresenta os dados de todas as obras paralisadas e atrasadas informados pelas prefeituras e os órgãos contratantes, durante os meses de fevereiro e março de 2019. Os dados fazem parte do 'Mapa Virtual de Obras' desenvolvido pelo TCE.
No Vale, do total de 125 obras, as prefeituras foram contratantes em 104 delas, 83% do total. As demais são de órgãos públicos como CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) e Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Jacareí.
Segundo o TCE, 70% das obras no Vale estão atrasadas e 30% têm problemas de paralisação dos serviços.
O maior atraso chega a 6 anos e 10 meses da data prevista para entrega da obra concluída. Trata-se da construção da Arena Municipal de Esportes, em São José dos Campos, que começou em 2011 e foi paralisada em 2013.
A Prefeitura de São José informou que investirá R$ 13 milhões para a recuperação da estrutura da Arena de Esportes. A obra foi retomada no neste último mês. A previsão é que custe R$ 41,8 milhões e prazo de 18 meses. O custo inicial era de R$ 33,3 milhões.
Em março, o TCE divulgou um total de 1.677 obras paralisadas ou atrasadas, totalizando R$ 49,6 bilhões no estado.
Taubaté tem 12 obras com problemas no Vale, segundo o TCE
Taubaté é a cidade com mais obras paralisadas e atrasadas no Vale. O município tem 12, segundo o TCE, somando R$ 19,9 milhões. A obra mais cara em Taubaté é a da construção do AME (Ambulatório Médico de Especialidades), com custo de R$ 10,4 milhões e início me novembro de 2017. O TCE informou que a obra deveria ter sido entregue em maio de 2019. Quatro cidades têm os maiores valores de obras com problemas na região. São Sebastião lidera com R$ 823,4 milhões, Caraguatatuba tem R$ 544,5 milhões, Ilhabela possui R$ 46,3 milhões e São José R$ 33,3 milhões.