Brasil

TRT e Basílicajuntos contrao trabalho infantil

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 1 min
Sem infância. Criança trabalha limpando carros no semáforo
Sem infância. Criança trabalha limpando carros no semáforo

O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região (Campinas) e o Santuário Nacional divulgaram nesta semana a 'Carta de Aparecida', conclamando a sociedade para o combate ao trabalho infantil.

Por intermédio do Comitê Regional de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem, o TRT mantém parceria com o Santuário Nacional de Aparecida na luta para conscientizar a sociedade da importância de se preservar a infância.

Na carta, as entidades afirmam que: "O envio de crianças e adolescentes ao mercado de trabalho serve para perpetuar a pobreza, na qual eles já estão inseridos".

"O trabalho infantil ainda é realidade no Brasil e atinge, basicamente, crianças e adolescentes pobres. Muitas famílias enviam seus filhos para o trabalho precoce, com o pensamento de que é melhor trabalhar do que roubar ou que o trabalho afasta crianças e adolescentes do mundo das drogas. Essa falsa ideia precisa ser rechaçada e denunciada", diz trecho do documento.

Segundo as instituições, defensores do trabalho infantil "destroem a esperança de um futuro melhor para nossas crianças e adolescentes".

"Toda criança e todo adolescente possuem o direito à educação e à qualificação profissional, que possam garantir-lhes um futuro digno, com remuneração digna e acesso aos direitos básicos, como saúde, lazer, alimentação adequada e habitação."

FORA DA ESCOLA.

Ainda de acordo com a 'Carta de Aparecida', crianças e adolescentes em situação de trabalho normalmente abandonam a escola e recebem salários inferiores aos dos adultos, muitas vezes "inseridos dentro das piores formas de trabalho, nas ruas ou nas casas, vítimas da exploração sexual e do tráfico de drogas".

"Tais crianças e adolescentes são oriundos, em muitos casos, de famílias nas quais os pais foram também vítimas de trabalho infantil e encontram-se desempregados. Essas famílias são compostas por membros de baixa ou nenhuma escolaridade, com renda inferior ao salário mínimo"..

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