Política

Felicio diz que julgamento sobre caso Praia Grande não afeta o governo

Por Julio Codazzi e Thaís Leite@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Apelação. Felicio Ramuth (PSDB), prefeito de São José dos Campos
Apelação. Felicio Ramuth (PSDB), prefeito de São José dos Campos

O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), afirmou que, independentemente do resultado do julgamento de seu recurso nessa quarta-feira pelo Tribunal de Justiça, "não muda nada para o dia a dia da cidade". Nessa quarta, a 13ª Câmara de Direito Público do TJ, que é formada por três desembargadores, vai analisar a apelação em que o tucano contesta a decisão da Justiça de Praia Grande de receber uma ação do Ministério Público, o que o tornou réu por improbidade administrativa.

"Se trata de uma ação que nada tem a ver com a Prefeitura de São José", disse Felicio. "Nada tem a ver com o dia a dia da cidade. Trata-se de uma ação do Felicio empresário", completou.

No recurso, o prefeito diz que a denúncia do MP o acusa "de modo genérico e impreciso", afirma que não houve prejuízo aos cofres públicos e pede que a ação da Promotoria seja arquivada.

Simultaneamente, os desembargadores também vão analisar outra apelação, que foi protocolada pela Direct Serviços Digitais e Sistemas, que era de Felicio até o fim de 2016 e que hoje é controlada pela primeira-dama, Vanessa Ramuth - a empresa também é ré no processo. "É um procedimento normal dos advogados, de buscarem formas de recurso. Mas, no fundo, seja o julgamento positivo ou negativo, não muda nada para o dia a dia da cidade", afirmou o prefeito.

IMPROBIDADE.

A ação do MP aponta supostas irregularidades em três licitações realizadas entre 2014 e 2016 pela Prefeitura de Praia Grande, que também é governada pelo PSDB. Nos dois primeiros certames, venceu a CSJ Sistemas, empresa na qual Felicio atuava como consultor. No terceiro, venceu a Direct, firma que era do próprio tucano, com lance 125% maior do que o contrato anterior. Em fevereiro desse ano, a Justiça aceitou a ação, tornando réus 13 pessoas, entre elas Felicio e Ângelo Oliveira, dono da empresa CSJ..

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