Brasil

Relator teria achado 'provas fracas' contra réu

Por |
| Tempo de leitura: 1 min
Em xeque. De acordo com perícia contratada por jornal, áudios de Deltan Dallagnol eram verdadeiros
Em xeque. De acordo com perícia contratada por jornal, áudios de Deltan Dallagnol eram verdadeiros

LAVA JATO. Novas mensagens envolvendo o procurador Deltan Dallagnol e outros membros da Lava Jato pelo aplicativo Telegram foram divulgadas nesta sexta pela revista Veja em parceria com o site The Intercept Brasil. Em uma delas, o coordenador da força-tarefa do MPF (Ministério Público Federal) diz ter conversado sobre um processo com o relator das ações da operação na segunda instância, o desembargador João Pedro Gebran Neto, do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

Dallagnol atua na Lava Jato no lado da acusação em processos de primeira instância, enquanto Gebran é responsável por relatar e julgar (ao lado de outros dois desembargadores) as ações na segunda instância.

De acordo com os diálogos publicados pela Veja, o coordenador conversou em 2017 com o procurador regional Carlos Augusto da Silva Cazarré, que atua no MPF na segunda instância, a respeito do julgamento de um recurso de Adir Assad, operador de propinas em esquemas da Petrobras - réu que fora condenado em 2015 pelo então juiz Sergio Moro. A conversa mostra o receio de Dallagnol com a possibilidade de Gebran absolver o condenado no TRF-4. "O Gebran tá fazendo o voto e acha provas de autoria fracas em relação ao Assad", escreveu Deltan..

Comentários

Comentários