Ideias

Simulador de direção: a conta é outra

Por Daniel Gil Monteiro de FariaDiretor da Anova Sistemas e Engtelco do Parque Tecnológico |
| Tempo de leitura: 1 min

A discussão sobre os simuladores de direção não é essa que o governo colocou para tomar uma decisão sem uma base técnica amplamente discutida. A questão deveria estar voltada para a evolução dos equipamentos para que se tornem mais adequados às necessidades dos futuros condutores e até para a reabilitação de motoristas.

Temos visto a importância dos simuladores na aviação, na Fórmula 1 e em outros segmentos. Isso mostra uma evolução na tecnologia e cada vez se consegue reproduzir melhor a realidade, sem expor o aluno de autoescola a situações de risco, como dirigir em uma rodovia com trânsito intenso, com chuva forte ou, até mesmo, situações eminentes de acidente, mostrando as consequências de ultrapassar limites determinados pela lei.

O custo da habilitação pode ser reduzido ajustando mecanismos de aprendizagem, sem reduzir a qualidade da formação. Enfim, reafirmo a necessidade de se ampliar as discussões e identificar os reais fatores que exigem mudanças, proporcionando assim as melhorias necessárias de aperfeiçoamento para servir à população. Os números mostram claramente a importância de termos condutores melhor habilitados. Mais de 1,6 milhões de pessoas ficaram feridas nos últimos 10 anos em acidentes de trânsito, ao custo de R$ 3 bilhões ao SUS (Sistema Único de Saúde). O Brasil é o 4º país com mais mortes no trânsito. Segundo o Conselho Federal de Medicina os acidentes de trânsito causam 5 mortes a cada hora. Na maioria das vezes, os acidentes são causados por imperícia, sendo uma boa parcela jovens que precisam ser conscientizados dos perigos do trânsito..

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