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PERIGO INVISÍVEL E LETAL

Por Thais Perez@_thaisperez |
| Tempo de leitura: 2 min

Na década de 1930, os filmes de terror ainda eram novidade. Baseados em livros do gênero, essas produções podiam dar rosto e sensações que antes só podiam ser descritas na imaginação.

Monstros como Drácula e Frankstein saíram das páginas das novelas para tomar forma em filmes que ficaram conhecidos em um gênero chamado "Monstros da Universal".

Uma série de filmes foram lançados representando medos clássicos do imaginário popular, como a Múmia, Lobisomen e assim por diante.

"O Homem Invisível", de 1933, foi um dos filmes lançados no auge dos monstros.

Baseado em um livro de 1897, o clássico foi dirigido por H.G Wells, tornando-se um sucesso da década.

Quase 90 anos depois, o filme ganhou um remake com o mesmo nome e diferenças cruciais em seu roteiro.

Se o primeiro filme foi baseado na fantasia que habitava a mente das pessoas da época, a nova produção é um retrato da realidade cruel e assustadora.

Seguindo a tendência do "pós-horror", "O Homem Invisível", protagonizado por Elizabeth Moss, segue uma mulher que é atormentada pelo ex-marido abusivo, um cientista que comete suicídio.

Atormentada pela morte do ex-companheiro, a personagem Cecilia Kass começa a ter a sensação de que está sendo constantemente observada. Ao ter a percepção que seu abusador está perseguindo-a, Cecilia precisa convencer as pessoas ao seu redor de que não perdeu sua sanidade.

"Apesar de ser um dos clássicos de monstros, quisemos usar elementos da vida real nessa história", afirma Elizabeth Moss.

No filme, a personagem é perseguida até ser internada em uma instituição mental enquanto sofre as represálias do ex-marido violento. Para Elizabeth, a trama retratada no cinema serve para que as pessoas possam reconhecer abusadores que fazem parte do cotidiano.

"Há uma epidemia de violência doméstica. Mulheres que são desacreditadas todos os dias. Queremos mostrar que monstros também podem ter boa aparência e serem muito inteligentes", afirma..

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