Brasil

Suspensão precipitada de confinamento pode inviabilizar programa de testes, diz OCDE

Por http://www.ovale.com.br |
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Homem usa máscara durante pandemia do novo coronavírus, em Taubaté
Homem usa máscara durante pandemia do novo coronavírus, em Taubaté

A suspensão precipitada de estratégias de isolamento em países que a transmissão do novo coronavírus já se acelerou pode inviabilizar o uso de testes como forma de combate à pandemia. O apontamento foi apresentado nesta segunda-feira pela OCDE, instituição que reúne 36 dentre os maiores países do mundo, e também pela ECDC, agência europeia de controle de doenças.

De acordo com as instituições, a testagem exige planejamento e investimento alto em equipamentos, reagentes e mão de obra, fatores que impediriam o uso em grande escala nos locais em que os casos já não são esporádicos.

A estratégia exige testar quase todas as pessoas que apresentem sintomas semelhantes aos da gripe, localizador todos os casos positivos para garantir que estão em quarentena e rastrear entre 70% a 90% de seus contatos -- que também devem ser testados.

Para a ECDC, são três os passos necessários para quebrar a cadeia de transmissão: identificar os contatos dos casos suspeitos e confirmados do coronavírus, colocar os contatos em autoisolamento, além de informar medidas de higiene, proteção e ações caso desenvolverem indícios, e por fim, testar os que tiverem sintomas.

Países desenvolvidos, como o Reino Unido, não conseguiram cumprir as metas de ampliação do programa de testes por problemas como falta de laboratórios, de kits, reagentes e mão de obra treinada. Em países menos desenvolvidos, os obstáculos pode ser maiores.

No caso do Brasil, aponta-se que além dos serviços públicos, há uma capacidade laboratorial no setor privado, que pode ser alavancada por meio de parcerias público-privadas em um esforço coordenado.

"O Brasil tem uma longa história e reconhecida experiência em vigilância epidemiológica, e é aí que os mecanismos de governança do SUS e a existência de um sistema público universal fazem a diferença", afirmou o diretor adjunto da OCDE, Frederico Guanais.

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