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faceda crise

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Triste posto. RMVale é líder de homicídios em S. Paulo desde 2010
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Ao lado do 'economês', a pauta econômica ganhou um termo onipresente nos últimos dias: "sem precedentes".

É assim classificada a recessão econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, que afetará toda a economia mundial.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) disse que, nessa escala global, a recessão só se compara à depressão de 1929. O órgão prevê tombo de 3% para o PIB (Produto Interno Bruto) mundial neste ano. Algo na casa dos trilhões de dólares.

Itália, Espanha e Alemanha devem liderar a perda de ativos, segundo o FMI, com recuo de -9,1%, -8% e -7%, respectivamente. O México aparece com -6,6%, depois os Estados Unidos (-5,9%), África do Sul (-5,8%), Argentina (-5,7%) e Rússia (-5,5%).

Segundo o relatório, o Brasil não ficará imune à crise. Em 2020, o PIB nacional deve despencar 5,3%, como aponta o FMI. Se a estimativa for confirmada, o país terá retração superior ao recuo mundial, podendo perder R$ 365 bilhões neste ano.

A China, segunda potência mundial atrás dos Estados Unidos, tende a crescer 1,2%, o que é pouco diante do crescimento da economia chinesa nos últimos anos.

Setores como turismo, aéreo, comércio e serviços devem estar entre os mais afetados globalmente. Maiores empregadoras no Brasil, pequenas e médias empresas tendem a ter mais dificuldades do que as grandes.

Tudo isso é praticamente inevitável, dada a capacidade de contaminação em larga escala e de maneira veloz do coronavírus, que segue sem vacina e medicação específica.

No relatório, o FMI ressaltou a necessidade de os países avançarem em iniciativas de socorro.

"As medidas necessárias para reduzir o contágio e proteger vidas afetarão a curto prazo a atividade econômica, mas também devem ser vistas como um investimento importante na saúde humana e econômica a longo prazo. A prioridade imediata é conter as consequências do surto de covid-19", aponta o FMI.

Ao lado disso, os países que adotaram medidas de isolamento mais rapidamente e em mais longo prazo, terão maior possibilidade de recuperar a economia mais rapidamente.

Por outro lado, quem apostou na flexibilização para não paralisar a economia, sendo a Itália o principal exemplo mundial, pagará um preço mais caro e terá mais dificuldade na recuperação.

BRASIL.

No país, segundo economistas, o grande impacto da crise é o aumento no desemprego, que já estava alto no Brasil. A previsão é de que o desemprego encerre o ano na casa de 18%.

Embora tenha adotado medidas para socorrer os mais vulneráveis, como o auxílio emergencial de R$ 600, as ações do governo federal são consideradas tímidas por analistas diante do exemplo de outros países. Esse apoio é considerado fundamental para a recuperação econômica.

A gripe espanhola em 1918 é apontada como um 'case' a ser seguindo. Segundo estudo, as cidades americanas que apostaram na contenção da doença, com isolamento social, foram as que recuperaram a economia mais rapidamente.

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