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Guerra direto do front: a vida dos profissionais de saúde na linha de frente do combate ao vírus

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Muitos são os 'guerreiros' na batalha contra o vírus.

Eles estão nas equipes da saúde que lidam diretamente com os infectados. Mas também nos trabalhadores da limpeza, em hospitais e nas cidades, que mantêm estruturas limpas e sem contaminação pelo coronavírus.

Gerente executiva assistencial da Santa Casa de São José dos Campos, Lucimara Aparecida da Silva conta que o hospital montou um comitê de crise e faz reuniões diárias, ou até várias vezes ao dia, para redefinir local, fluxo e manejo dos pacientes.

"Com certeza é um desafio, pois é uma situação nova, onde estamos buscando sempre oferecer segurança para nossos pacientes e nossos colaboradores".

Atendendo pacientes graves que chegam à Santa Casa, segundo Lucimara, os profissionais ainda enfrentam hostilidade e agressões foram do ambiente hospitalar. Em outros países, médicos e enfermeiros têm sido aplaudidos nas ruas.

"Nossos profissionais estão motivados, mesmo enfrentando críticas e sendo hostilizados por parte da população. Eles estão fazendo a diferença no atendimento aos pacientes. Estão focados e preparados".

Especialista em terapia intensiva e cardiologista, Augusto Urena, diretor clínico da Santa Casa de São José, disse que o momento é de "dar o melhor que a gente tem para a pronta recuperação dos pacientes, com os cuidados que temos que ter nesse trabalho".

Segundo ele, que tem 30 anos de experiência, a pandemia trouxe desafios. "Deparamos com desafios nos cuidados com as secreções e contato com o vírus. Temos que ser rigorosos nos protocolos. Espero que tenhamos saúde e força para sair dessa crise".

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