Fundo Partidário
A votação na Câmara dos Deputados de um projeto que altera regras eleitorais, entre elas a do uso do recursos do Fundo Partidário, motivou um atrito entre o MBL de São José dos Campos e Eduardo Cury (PSDB).
Bola fora?
O atrito começou após o MBL afirmar em uma postagem que o tucano havia votado a favor da regra que prevê que caso um partido devolva o dinheiro que recebeu do fundo, haverá a redistribuição entre as outras legendas.
Voto por escrito
A repercussão da postagem do MBL levou o deputado a protocolar na Presidência da Câmara uma declaração de voto por escrito contra a possibilidade de aumento de recursos para o fundo.
Confusão
Sem citar o MBL, Cury disse que protocolou a declaração "diante da confusão de informações sobre o projeto". "Em 2017, quando o fundo foi criado, fui contra o uso de recursos públicos para campanha e continuo com a mesma opinião", afirmou o parlamentar no Facebook.
Foi recuo
Na 'tréplica', o MBL afirmou ter havido um recuo por parte do deputado. O movimento alegou que Cury realmente votou a favor do texto no primeiro dia de discussão, mas que o tucano endossou uma emenda aglutinativa no segundo dia, que garantirá que os recursos não utilizados serão devolvidos aos cofres da União.
Crítica
Uma das lideranças do Novo de São José, Agliberto Chagas usou as redes sociais para criticar a votação do projeto do Fundo Partidário.
Injustificável
"Não tem justificativa para o injustificável! Os deputados que votaram a favor da ampliação do uso do fundo eleitoral/partidário sabiam o que estavam votando! Ainda não entenderam o recado da sociedade. Mas nós estamos aqui para lembrá-los", disse.
Transporte
Os vereadores de Taubaté aprovaram, em segunda votação, o projeto de Digão (PSDB) que permite embarque e desembarque de passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida fora dos pontos oficiais.
Fraldários
Também foi aprovado em segunda votação o projeto de Bobi (PV) e Loreny (Cidadania) que obriga a construção de fraldários em shoppings e também restaurantes, bares e lanchonetes com mais de 100 metros quadrados.
Tramitação
Os projetos aprovados em segunda discussão seguem para análise do prefeito Ortiz Junior (PSDB). O tucano tem 15 dias para sancioná-los ou vetá-los. Se não fizer nada nesse prazo, o texto é promulgado pela Câmara.