Criada oficialmente em 9 de janeiro de 2012, por meio da lei complementar estadual de número 1.166, a RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba) ainda está distante de ser uma realidade. Após sete anos, é justo afirmar que a RM ainda engatinha e patina neste terreno tão acidentado, tão castigado brutalmente pela falta histórica de investimentos e atenção política. Neste período, poucas promessa foram efetivamente tiradas do papel. A imensa maioria, como a criação de um cinturão de monitoramento com câmeras e a implantação do Trem Intercidades, está no papel.
Agora, há novas promessas no horizonte. Uma delas, considerada primordial, é o PDUI (Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado), esperado desde 2015, desde o nascimento da Agemvale (Agência Metropolitana do Vale do Paraíba) -- órgão que tem como principais atribuições elaborar planos e executar ações na RMVale em áreas como segurança pública, saúde, turismo, infraestrutura, entre outras.
O PDIU é um instrumento importante para o planejamento regional nas próximas décadas e para a captação de recursos, junto a vários órgãos.
A promessa é que o plano sairá do papel até junho de 2020. É o que promete o governo João Doria (PSDB), que trocou o comando da Agemvale.
Segundo o Estado, a nomeação de Sergio Theodoro para diretoria da Agemvale foi o primeiro passo para a reestruturação.
A meta é criar Câmaras Temáticas, que, integradas com representantes dos municípios, do Estado e de representantes, debaterão as prioridades da região.
A RM também vai criar conselhos consultivos, como revela a reportagem de OVALE.
Após sete anos, os 2,55 milhões de habitantes da região esperam que a RMVale finalmente saia do papel. Quer um conselho?
Já passou da hora..