Política

Com julgamento em 1 a 1, Felicio tem 'Dia D' do caso Praia Grande no TJ

Por Da redação@jornalovale |
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Julgamento. TJ analisa recurso do prefeito de São José, Felicio Ramuth, e de uma empresa ligada a ele
Julgamento. TJ analisa recurso do prefeito de São José, Felicio Ramuth, e de uma empresa ligada a ele

O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), terá um 'Dia D' nessa quarta-feira no Tribunal de Justiça.

Com placar até agora de 1 a 1, a 13ª Câmara de Direito Público do TJ deverá concluir o julgamento do recurso em que o tucano contesta a decisão da Justiça de Praia Grande de receber uma ação do Ministério Público, o que o tornou réu por improbidade administrativa.

O julgamento foi iniciado no dia 19 de junho. Naquele dia, a desembargadora Flora Maria Nesi Tossi Silva, relatora do caso na segunda instância, opinou por negar provimento ao recurso. Na sequência, o desembargador Ferraz de Arruda pediu vista.

Na quarta-feira passada, Arruda votou a favor do recurso. Na sequência, o terceiro desembargador, Ricardo Anafe, pediu vista.

O julgamento deve ser concluído nessa quarta-feira, com o voto de Anafe - a 13ª Câmara de Direito Público é composta por três desembargadores.

JULGAMENTO.

Estão sendo julgados, simultaneamente, dois recursos relacionados ao caso. Um deles é o de Felicio, que pede que a ação da Promotoria seja arquivada. Na apelação, o tucano diz que o MP o acusa "de modo genérico e impreciso", sem explicar que atos ele teria praticado para frustrar a licitude dos processos licitatórios da Prefeitura de Praia Grande. O prefeito argumenta ainda que não houve prejuízo aos cofres públicos, já que os serviços teriam sido efetivamente prestados.

O outro recurso em análise foi protocolado pela Direct Serviços Digitais e Sistemas, que era de Felicio até o fim de 2016 e que hoje é controlada pela primeira-dama, Vanessa Ramuth - a empresa também é ré no processo.

Caso os recursos sejam negados, o processo continuará a tramitar em Praia Grande. Se, ao final dele, Felicio for condenado por improbidade administrativa, poderá perder a função pública, ter os direitos políticos suspensos, ter que pagar multa e ainda restituir aos cofres públicos o valor dos contratos, que somaram R$ 333 mil.

Antes do início do julgamento no TJ, ainda em junho, o tucano alegou que o resultado, seja qual for, não afetará a prefeitura. "Nada tem a ver com o dia a dia da cidade. Trata-se de uma ação do Felicio empresário", disse à época..

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