O homem apontado como suspeito de invadir o celular do ministro da Justiça, Sergio Moro, admitiu que clonou o telefone do procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, de acordo com uma fonte ligada ao caso que pediu para não ser identificada.
Walter Delgatti Neto foi detido pela Polícia Federal e prestou depoimento até as 23h de terça. Segundo essa fonte, ele está "entregando tudo" aos investigadores.
Segundo a "Folha de S.Paulo", outro dos presos nesta terça, o DJ Gustavo Henrique Elias Santos, 28, disse a seu advogado que um amigo também preso mostrou a ele mensagens de autoridades obtidas ilicitamente.
Elias Santos e sua mulher, Suelen Oliveira, também presa, negaram ao advogado qualquer participação no ataque hacker a celulares de autoridades, como do ministro Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol. O amigo preso que teria mostrado o celular a ele é Walter Delgatti Neto.
Segundo parecer do MPF (Ministério Público Federal), os hackers exploraram uma falha que seria comum a todas as operadoras de telefonia, "as chamadas em que o número de origem é igual ao número de destino são direcionadas diretamente para a caixa postal, sem necessidade de inserção de senha de acesso ao conteúdo das mensagens gravadas", diz trecho do documento.
Conhecendo essa falha, os suspeitos teriam utilizado serviços de tecnologia Voip, de ligações de voz pela internet, que permite alterar o número de origem, para simular ligações do número de Moro para o próprio celular, com o objetivo de direcionar essa chamada para a caixa postal..