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NÓS SAIMOS QUEIMADOS

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Bolsonaro recorte. O presidente eleito Jair Bolsonaro diz que não escolherá para seu governo quem tiver problemas com a Justiça
Bolsonaro recorte. O presidente eleito Jair Bolsonaro diz que não escolherá para seu governo quem tiver problemas com a Justiça

Carente de pontes, o mundo encontra em Jair Bolsonaro (PSL) um construtor de muros. Perdido em sua bolha, ilhado por séquito de bajuladores e assombrado pela própria paranóia, o presidente do Brasil encara um choque de realidade no trato com o restante do planeta. Autodenominado presidente motosserra e incentivador da exploração de terras indígenas por garimpeiros dos Estados Unidos, o pesselista está sob pressão internacional em razão do avanço criminoso do desmatamento na Amazônia, que foi definido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, como uma 'crise internacional'. As críticas, proferidas após a Nasa divulgar dados que comprovam o quadro alarmante mostrado pelo Inpe, foram endossadas por autoridades alemãs, irlandesas, canadenses e britânicas. O tema será levado para a reunião do G7 neste fim de semana. Macron chegou a afirmar que Bolsonaro mentiu em relação aos compromissos ambientais firmados durante reunião do G20. Isso coloca em risco o acordo entre União Europeia e Mercosul, além de colocar em xeque o agronegócio brasileiro. E Bolsonaro?

Assim como uma biruta, instrumento que é utilizado para indicar a direção do vento, Bolsonaro foi para para lá, para cá, aqui, acolá... nos últimos dias, ele foi de postar vídeo errado para criticar a Noruega, de sugerir a chanceler Angela Merkel que reflorestasse a Alemanha, a culpar sem provas os 'ongueiros', ruralistas e índios pelo desmatamento da floresta -- o mesmo que o seu governo praticamente negava.

"Vimos por satélite o aumento na taxa do desmatamento hoje em dia. É uma decisão do Brasil sobre a trajetória do planeta e a posição central da Amazônia nessa decisão", disse o chefe do Laboratório de Ciências Biosféricas da Nasa, Douglas Morton.

Em seu ambiente, em sua bolha, Bolsonaro chegou a acusar países estrangeiros de ameaçarem a soberania nacional (?!).

Cada vez mais isolado, colocado sob forte pressão internacional, o presidente foi praticamente tratado como um pária por líderes de países importantes, cansados dos impropérios do estilo incendiário do brasileiro, que prefere cortar o cabelo a receber uma autoridade francesa para tratar sobre o meio ambiente. Coisa de moleque.

Sob pressão, Bolsonaro busca o apoio dos Estados Unidos e Israel para tentar equilibrar as forças na política mundial. Tudo isso ao seu preço, que não será barato.

O brasileiro precisa entender, de forma urgente, que outros líderes toleram Trump, apesar do seu estilo truculento, porque ele preside a nação mais rica e poderosa do planeta. Aí resta a pergunta? O mundo está disposto a tolerar também uma cópia tupiniquim do republicano? A resposta é clara.

O Brasil já saiu queimado..

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