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Macron convoca reunião com G7 para discutir incêndios na Amazônia

Por Das agências@jornalovale |
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Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres,
Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres,

O presidente da França, Emmanuel Macron, convocou, nesta quinta-feira, os países membros do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, embora a União Europeia também esteja representada) para uma reunião emergencial para discutir os incêndios que atingem a Amazônia há 18 dias.

"Nossa casa está pegando fogo. Literalmente. A floresta amazônica — o pulmão do planeta que produz 20% do nosso oxigênio — está em chamas. É uma crise internacional. Membros do G7, vamos discutir essa situação emergencial em dois dias", disse Macron.

O incêndio que atinge há 18 dias a floresta amazônica também foi motivo de atenção de representantes da ONU (Organização das Nações Unidas). Ainda nesta quinta-feira, o secretário da organização, António Guterres, disse estar profundamente preocupado com as queimadas.

Ele reforçou que o mundo não pode mais arcar com os danos para uma das maiores fontes de oxigênio e biodiversidade.

Além dele, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta quinta-feira que está "profundamente preocupado" com os incêndios que devastam áreas importantes da floresta amazônica no Brasil e que cidades brasileiras e peruanas foram cobertas por fumaça. "Estou profundamente preocupado com os incêndios na floresta amazônica. No meio da crise climática global, não podemos permitir mais danos a uma fonte importante de oxigênio e biodiversidade", disse ele no Twitter. "A Amazônia deve ser protegida", enfatizou.

O fogo tem se espalhado a cada dia no país: entre janeiro e 21 de agosto, 75.336 focos de incêndio foram registrados no Brasil, 84% a mais que no mesmo período de 2018, segundo dados do Programa de Queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos. Esse número mostra um aumento de 2.493 focos em comparação com a segunda-feira passada. Bolsonaro, que nega a mudança climática e defende que as reservas indígenas e as zonas protegidas da floresta sejam abertas a atividades agropecuárias e à mineração, voltou a criticar a "psicose ambiental" que obstruiria o desenvolvimento do país.

"Essa psicose ambiental não deixa fazer nada. Eu não quero acabar com o meio ambiente. Eu quero é salvar o Brasil", afirmou ainda, defendendo a mudança de orientações em relação às últimas décadas. Essas controvérsias ocorrem enquanto, em Salvador, é realizado um evento preparatório para a cúpula da ONU sobre mudança climática, que acontecerá em 23 de setembro, em Nova York, e a conferência climática da COP25, em Santiago, no Chile, em dezembro..

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