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Fernanda Montenegro e neto estrelam filme de suspense sobrenatural

Por Thais Perez@_thaisperez |
| Tempo de leitura: 2 min
Em casa.
A atriz Fernanda Torres escreveu roteiro para filme dirigido por marido, em que atuam o filho e sua mãe
Em casa. A atriz Fernanda Torres escreveu roteiro para filme dirigido por marido, em que atuam o filho e sua mãe

A atriz Fernanda Montenegro está em mais uma estreia no cinema, um elemento que é quase sinônimo de qualidade.

Dessa vez, a atriz está em um projeto quase familiar, atuando ao lado de seu neto, sendo dirigida pelo seu genro e com roteiro de sua filha.

"O Juízo", dirigido por Andrucha Waddington, é um filme de suspense sobrenatural que conta a história de Augusto Menezes (Felipe Camargo) um alcoólatra que acaba de perder o emprego e decide se mudar com esposa (Carol Castro) e filho (Joaquim Torres Waddington) para uma fazenda herdada de seu avô.

O patriarca é assombrado por Couraça, interpretado pelo rapper Criolo e Ana, interpretada por Kênia Bárbara, dois escravos decididos a se vingar dos antepassados de Augusto, que esconde uma ganância obscura e desejo de explorar a fazenda.

"Eles estão buscando a reparação de algo irreparável", disse o diretor Andrucha.

Atrás de uma vida melhor, a família se vê encurralada e obrigada a chamar uma espírita, interpretada por Fernanda.

"A fazenda também é um personagem, um local em que essa família se vê aprisionada", completa o diretor.

O filme também tem roteiro assinado por Fernanda Torres, que explica que a história surgiu quando visitava fazendas no interior do Brasil.

"Elas herdam não só a escrevidão no Brasil, mas também um 'karma'. O extrativismo também está presente na história, através dos diamantes", disse a atriz e roteirista.

SUSPENSE BRASILEIRO.

O filme chega aos cinemas nesta quinta-feira como uma nova aposta ao suspense sobrenatural brasileiro na grande mídia.

Produzido pela Globo Filmes, "O Juízo" terá uma boa veiculação em salas de cinema no Brasil.

"É um gênero que funciona comercialmente com o cinema americano e o cinema brasileiro está cada vez mais plural", disse Andrucha.

Fernanda Torres conta que muitos produtores começaram a se arriscar ao mesmo tempo para produzir cinema de gênero.

Um dos exemplos é o filme "Morto Não Fala", do diretor Dennison Ramalho, que conta crônicas de um funcionário do necrotério que escuta as vozes dos mortos que cuida, além de Bacurau, filme premiado em Cannes que também flerta com o horror.

ESTREIA.

O rapper Criolo faz sua estreia como ator em uma grande produção que fala também sobre as desigualdades que canta em seus versos.

"A arte exista para questionarmos como foi a construção do que vivemos hoje", conta o músico.

Para ele, "O Juízo" é uma celebração das raízes brasileiras. "As produções de fora não tem a beleza, o sotaque e o tempero que o nosso povo tem ", finaliza..

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