Moradores e associações da sociedade civil lançaram o movimento "Unidos por Aparecida - Monumento 300 anos" para reverter decisão judicial que determina a retirada de cinco monumentos em homenagem a Nossa Senhora Aparecida de espaços públicos da cidade.
A ação foi impetrada pela Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), que reivindicou o Estado laico para defender o pedido. A Prefeitura de Aparecida recorre da decisão da juíza Luciene Allemand, dada em outubro deste ano.
A magistrada também proibiu a construção de um parque temático com uma estátua de Nossa Senhora de 50 metros de altura, maior do que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que tem 38 metros. As obras estão paralisadas há dois anos.
O movimento que tenta reverter a sentença é encabeçado pelo Sinhores (Sindicato dos Hotéis, Bares e Similares) e pela Associação Comercial de Aparecida, com apoio da Associação dos Ambulantes e de moradores da cidade, além da Ujucasp (União dos Juristas Católicos de São Paulo), cujo ex-presidente é Ives Gandra Martins.
Segundo o advogado Marco Aurélio de Toledo Piza, as duas entidades de Aparecida entrarão no processo como assistentes de defesa da prefeitura, que tentará derrubar a decisão no Tribunal de Justiça de São Paulo. A Ujucasp entrará como "amicus curiae" (amigos da Justiça), também em apoio ao movimento..