Corrupção

Ministério Público e BAEP realizam operação que investiga irregularidades na saúde de São Sebastião

Por Patrick C. Santos |
| Tempo de leitura: 1 min
Agentes bateram na porta do prefeito, na da ex-secretária de saúde e na do atual
Agentes bateram na porta do prefeito, na da ex-secretária de saúde e na do atual

O Ministério Público do Estado de São Paulo, juntamente do BAEP (Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar), deflagrou, na manhã desta terça-feira (31), uma operação criada para investigar atitudes suspeitas referentes à gestão de saúde no município de São Sebastião, a operação recebeu o nome de 'Mar Revolto'.

As equipes do MP (Ministério Público) e BAEP estiveram na sede da SESAU (Secretaria de Saúde) de São Sebastião, na Fundação de Saúde e no Paço Municipal, todos na região central do município. Além disso, os agentes também compareceram à casa de Felipe Augusto (PSDB), prefeito da cidade, no bairro Porto Grande, à casa da ex-secretária de saúde, Ana Soares, e também na casa do atual gestor, o secretário Reinaldinho Moreira.

Nos primeiros meses da pandemia, uma investigação realizada pelo MP constatou que a prefeitura gastou cerca de R$ 20 milhões. Uma das várias irregularidades apontadas foi a locação de tendas para os hospitais de campanha.

A operação iniciou-se por volta das 6 horas da manhã. Atualmente, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) também investiga irregularidades referentes às contratações de produtos e serviços no combate à pandemia de Covid-19.

27 mandados de busca e apreensão já foram cumpridos. Além de tudo, os agentes também estiveram no Hospital das Clínicas, no Conselho Municipal de Saúde e na casa de agentes públicos e/ou empresários da cidade.

EXPANSÃO DA OPERAÇÃO.
Além de São Sebá, a operação 'Mar Revolto' também cumpre mandados de busca e apreensão nas cidades de Caçapava (SP), Aracruz (ES) e Vila Velha (ES). Conforme repassado pelo MP, as investigações apuram fraudes nas contratações, desvios e lavagem de dinheiro com "auxílio" da compra de produtos e equipamentos hospitalares e supostos atos de corrupção, durante o tempo pandêmico.

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