No final de outubro, após cerca de oito meses de tramitação, o Senado, com 60 votos favoráveis e 19 contrários, aprovou o texto base da reforma previdenciária, sob a assertiva de que o Brasil economizaria cerca de R$ 800 bilhões em 10 anos e as contas previdenciárias entrariam no eixo.
Dentre as justificativas para a reforma estavam o déficit previdenciário e o envelhecimento da população, porém nada ficou tão claro durante as votações, sendo inclusive decretado o sigilo das informações, mas, mesmo sem as devidas respostas, o texto foi aprovado.
Entre os pontos alterados, a idade mínima é o principal deles - Homem 65 e Mulher 62. Com a nova regra, o tempo mínimo de contribuição será de 15 anos mulheres e 20 anos homens; quem já está no mercado de trabalho, o tempo mínimo de contribuição será de 15 anos homens e de 15 anos mulheres; o benefício passa a ser de 60% da média de todos os salários e só terá direito ao benefício de 100% os Homens que atingirem 40 anos de contribuição e 35 anos para as mulheres.
Contudo, a reforma não levou em conta as diferenças regionais e sociais quando estabeleceram um padrão mínimo de idade, tampouco considerou a escassez no mercado de trabalho para trabalhadores da 3ª idade.
Segundo dados do IBGE (1º semestre 2019), cerca de 13 milhões de pessoas estão desempregadas, e deste número 7,5% com mais de 40 anos e 4,5% acima de 60 anos. Logo, como aumentar a idade de aposentadoria sem política pública de inserção ou reinserção dessa população no mercado de trabalho?.