Quatro meses depois de as duas seleções terem se enfrentando pelas semifinais da Copa América, Brasil e Argentina se reencontram nesta sexta-feira, às 14h, no Estádio King Saud University, em Riad, na Arábia Saudita, em amistoso que mexe com os dois times. Isso porque os brasileiros levaram a melhor em julho, ganhando por 2 a 0, porém, os argentinos reclamaram da arbitragem.
Por conta dessas reclamações, Lionel Messi ficou suspenso dos últimos jogos da Argentina, mas retorna ao time justamente contra o Brasil, que não terá a sua estrela, Neymar, que se recupera de lesão na coxa esquerda.
"São dois jogos diferentes, um não tem nada a ver com o outro. Temos que olhar para a frente", disse o zagueiro Thiago Silva.
Os argentinos, comandados pelo técnico Lionel Scaloni, concordam. "A partida da Copa América ficou para trás e o Brasil será sempre um grande adversário, um grande clássico sul-americano e que serve como grande campo de observações. Porém, nenhum dos times gosta de sair derrotado e espero que a gente esteja em um grande dia", disse Scaloni.
Os brasileiros, liderados por Tite, também não têm dúvida da grandeza do jogo.
"Sempre bom jogar clássico dessa grandeza. Brasil e Argentina é o maior clássico do futebol. Sempre jogo muito difícil, com craques da bola do outro lado também. Tomara que seja um bom espetáculo e tomara que a gente saia vitorioso", comentou o atacante Gabriel Jesus.
OS TIMES.
Em termos de escalação Tite estuda a possibilidade de fazer algumas mudanças, mas dificilmente deixará de manter a base que vem atuando. Willian herdará a vaga de Neymar.
Na Argentina, Lionel Scaloni tem algumas dúvidas para definir a equipe, como na zaga, onde Walter Kanneman disputa vaga com Germán Pezzella. Já Lo Celso e Marcos Acuña duelam por um lugar no meio-de-campo.
Após encerrar a preparação para o jogo contra a Argentina na manhã desta quinta-feira, o técnico Tite concedeu entrevista coletiva e comentou sobre suas expectativas para o superclássico. Para o comandante da Seleção Brasileira, o confronto com os rivais tem um clima diferente.
"É um jogo especial na história do futebol internacional. O próprio nome diz, é superclássico, seleções com histórias. É um jogo muito forte, tem toda dimensão de espetáculo, mas é sim um campeonato a parte", afirmou Tite.
MESSI.
Ao comentar sobre a qualidade dos rivais, Tite inevitavelmente citou a dificuldade de parar Messi. "Continuo sem dormir direito para neutralizar um jogador com capacidade extraordinária", afirmou o comandante da Seleção..