Ex-secretários
O Sindicato dos Servidores Municipais de São José dos Campos vai encaminhar nessa sexta-feira ao Ministério Público uma representação para contestar o pagamento de R$ 2 milhões a 17 ex-secretários municipais, que atuaram na prefeitura no governo Eduardo Cury (PSDB).
Dossiê
O sindicato vai alegar que os secretários não poderiam requerer o pagamento de 13º salário e do adicional de férias porque esses valores já estariam sido incluídos nos vencimentos desde 2001.
Argumento
No ano de 2000, o então prefeito Emanuel Fernandes (então PSDB, hoje sem partido) aumentou o salário dos secretários de R$ 4.448 para R$ 5.400. No projeto enviado à Câmara, ele alegou que a medida era necessária para equiparar a função a outros cargos que recebiam 13º e férias.
Inadmissível
"É inadmissível que os ex-secretários recebam duas vezes os valores de 13º salário e férias. É como se recebessem 14° salário e duas férias por ano, tudo pago com dinheiro público. Já para nós servidores de carreira, há 20 anos que estamos sem nenhum aumento real de salário", reclamou Donizetti Aparecido de Sousa, o Zetão, diretor do sindicato. Apesar da intenção da entidade, uma mudança no caso é improvável, já que não cabem mais recursos na ação movida pelos ex-secretários.
PSOL
O PSOL elegeu esse mês seu novo diretório em São José. A presidente será Emanuelle Nery. Eventual candidatura à prefeitura será definida apenas em 2020.
Calote da prefeitura
Em depoimento essa semana à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Ambiental, o diretor geral da empresa, Gerson Pedro Silva, afirmou que um dos motivos para o atraso no pagamento dos funcionários seria uma dívida de R$ 9 milhões acumulada pelo governo Izaias Santana (PSDB).
Cravo e ferradura
Pré-candidato à Prefeitura de São José pelo Novo, Agliberto Chagas elogiou o edital aberto pelo governo Felicio Ramuth (PSDB) para a compra de 12 VLPs (Veículos Leves sobre Pneus). Mas ressaltou: "O valor que estão investindo na ponte estaiada [R$ 58 milhões] daria para comprar quase o dobro desses trens [R$ 35 milhões]".
Ponte estaiada
"Quem também criticou os gastos com o Arco da Inovação foi o ex-prefeito Carlinhos Almeida (PT). "Feita sem discussão com a população e sem estudo, a ponte, além de ser uma inversão de prioridades, é muito cara e não resolverá o problema do congestionamento no Colinas, conforme apontamento do Ministério Público".