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Isolamento de hipertensos atingiria um em quatro adultos no Brasil

Por http://www.ovale.com.br |
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Homem usa máscara durante pandemia do novo coronavírus, em Taubaté
Homem usa máscara durante pandemia do novo coronavírus, em Taubaté

Caso adotada uma política de distanciamento social em que somente pessoas do grupo de risco ficassem em casa, ao menos um quarto da população adulta seria afetada no Brasil. O dado é relativo apenas aos casos da hipertensão, fator de risco presente hoje em 24,7% das pessoas.

Segundo a última pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), o número de pessoas em casa cresce quando incluídos o número de pessoas com diabetes (7,7%) e com obesidade (19,8%).

Pessoas do grupo de risco têm mais chances de desenvolver complicações caso sejam infectadas pelo novo coronavírus, devido a uma menor capacidade imunológica.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defende o modelo de isolamento apenas para as pessoas mais vulneráveis à doença. A defesa foi uma das divergências entre ele o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que teve demissão assinada na última semana.

Dados de letalidade divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que 72% das pessoas que morreram apresentavam ao menos um dos fatores de risco.

Para especialistas, caso ocorra um isolamento como o defendido pelo presidente, pessoas fora do grupo de risco inevitavelmente teriam contato com as que não se encontram isoladas, e, assim, poderiam transmitir o vírus com mais facilidade.

O novo ministro, Nelson Teich, defende um 'isolamento inteligente', que envolveria testes em massa e estratégias de rastreamento de dados e telefones celulares. O assunto ainda deve ser ampliada pelo novo chefe da pasta.

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