Não é só o novo coronavírus que vem se disseminando pelo país com uma velocidade estonteante. Também as notícias falsas (fake news) propagam-se pelos ambientes virtuais numa rapidez estrondosa, e fazendo estragos.
Neste dia 1º de abril, celebrado como "Dia da Mentira", OVALE defende o trabalho da imprensa, que vem sendo constantemente atacada, na divulgação de informações e orientações verdadeiras sobre a nova pandemia do coronavírus.
OVALE compilou as principais notícias falsas em circulação.
O caso das fake news é tão sério que o Ministério da Saúde, a Fiocruz (Fundação Instituto Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, e a Secretaria Estadual da Saúde, em São Paulo, criaram páginas em seus sites na internet para desmentir as falsidades.
"A Fiocruz reforça a importância de compartilhar informações de fontes confiáveis e seguras", diz a Fundação.
O Ministério da Saúde foi mais longe e anunciou um número de telefone, via Whatsapp, para receber de mensagens da população.
"O canal é um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira", informou a pasta.
O sistema contra as notícias falsas funciona pelo número é (61) 99289-4640.
"Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando", completou o ministério.
Entre as falsidades mais divulgadas na internet, estão as que apontam chás e água quente como capazes de matar o coronavírus, ou gargarejo com água, sal e vinagre para exterminar o vírus. Falso.
Grupo da Unicamp investiga fake news sobre coronavírus
O Grupo de Estudos da Desinformação em Redes Sociais da Unicamp (Universidade estadual de Campinas) criou uma hotline no WhatsApp para onde qualquer pessoa pode encaminhar fake news relacionadas ao coronavírus. O número é (19) 99327-8829.
A ideia é reunir uma grande quantidade de notícias falsas para criar um banco de dados, classificar as informações e identificar alguns padrões para combatê-las, como as motivações que levaram aos compartilhamentos e suas fontes.
Até a semana passada, o grupo havia reunido cerca de 8 mil informações. Os pesquisadores trabalham na criação de um sistema automático que faça o processamento das mensagens.
Principais ‘Fake News’ do coronavírus