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Boas bebidas: águas do rio Paraíba definem vocação da cidade

Por Paula Maria Prado |
| Tempo de leitura: 1 min

A história de Jacareí com bebidas é de longa data. Foi o que revelou exposição que ficou em cartaz até o dia 13 de março no MAV (Museu de Antropologia do Vale do Paraíba). Desde o final do século 18, há registros

da existência de engenhos e pequenos alambiques. Mas foi no final do século 19 e início do 20 que a cidade caiu no gosto daqueles que gostavam de boas bebidas: usando como matéria-prima as águas do rio Paraíba, pequenos fabricantes se estabeleceram no município produzindo bebidas alcoólicas ou não (alguém aí lembra do Guaraná Campeão ou do antigo Guaraná Pacová?).

No entanto, a história conta que, ao longo dos anos, foram vários os negócios que prosperaram ou findaram de forma discreta. Até que na década de 1980 tudo mudou em definitivo: foi quando grandes cervejarias descobriram Jacareí, na ocasião, Kaiser (Femsa, 1987) e Brahma (1988). Em 1999, Brahma e Antarctica em uma megafusão criaram a multinacional AmBev (Companhia de Bebidas das Américas). E, em 2010, a Femsa foi adquirida pela Heineken.

“São vários os facilitadores para que nos tornemos a Terra da cerveja. O município ganha destaque por sua posição geográfica, próximo das rodovias do pais; pela qualidade de sua água; e contamos com duas das maiores cervejarias do mundo, o que já revela o nosso potencial e facilita a entrada de outras indústrias, ligadas por exemplo a embalagens, transporte e insumos”, defende Bruno Castro, presidente da Fundação Cultural de Jacareí.

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