“Palavras são como pássaros, liberte-as!”
Com este lema, a exposição Cartas Perdidas tem início neste sábado (7) em São José dos Campos, propondo uma reflexão ao público: afinal, no seu peito bate uma gaiola ou um par de asas?
Abrir gaiolas e permitir que as palavras batam asas, voando de estação em estação, é a proposta da exposição, que reúne poemas do jornalista e escritor Guilhermo Codazzi, editor-chefe de OVALE. A entrada é gratuita ao público.
São textos dos livros Cartas Perdidas em um Mar de Palavras e Cartas Perdidas em um Mar de Palavras, além de poemas inéditos.
O projeto teve início em 2012, quando o autor começou a espalhar poemas e crônicas por meio de cartas enviadas a desconhecidos ou perdidas em locais públicos, com uma mensagem no envelope: leia e repasse a alguém que você ama.
"A escolha das cartas como um veículo para os poemas e crônicas surgiu como uma tentativa de refletirmos um pouco sobre o tempo e como enxergamos o outro. Em um mundo cada vez mais digital, é preciso preservar o coração analógico", disse o autor.
Desde o início de 2019, o projeto transformou-se também em uma ação social, que conta com dezenas de voluntários e parceiros focados no atendimento em asilos, em abrigos para crianças em situação de vulnerabilidade social, pacientes em hospitais e moradores de rua.
"Hoje o projeto Cartas Perdidas é realizado por muitas mãos, com dezenas de voluntários que se dedicam a doar palavras de amor ao próximo. É uma linda corrente do bem, que nos ensina que o amor contraria a matemática, porque se multiplica quando dividido, compartilhado. Graças aos voluntários, as cartas antes perdidas se deram por achadas", disse o escritor.
Serviço.
O Pátio das Américas Mall, no Jardim Aquarius, em São José dos Campos, vai receber a exposição ‘Cartas Perdidas’, com diversos poemas do escritor e jornalista Guilhermo Codazzi da Costa. O evento, com entrada gratuita, começa neste próximo sábado, dia 7 de setembro, a partir das 17h, e vai até o dia 15 do mesmo mês. O Pátio das Américas fica na Avenida Cassiano Ricardo, 319.