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'Desastre e risco à saúde pública', diz Doria sobre eventual saída de Mandetta

Por @Da redação |
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O Governador do Estado de São Paulo João Doria durante coletiva de imprensa sobre o combate ao Coronavírus
O Governador do Estado de São Paulo João Doria durante coletiva de imprensa sobre o combate ao Coronavírus

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), classificou como “desastre” e "risco à saúde pública do país" a iminente saída de Luiz Henrique Mandetta do cargo de ministro da Saúde.

A demissão dele é dada como certa. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já estaria procurando um nome para substituí-lo.

Nesta quarta-feira, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Doria comentou a eventual demissão de Mandetta.

“Desastre se tivermos a saída do ministro e de secretários executivos. Eles vêm demonstrando responsabilidade, apoio técnico, respeito à ciência, à saúde e às orientações da OMS [Organização Mundial da Saúde]. Se houver a saída de membros da equipe, entendo como desastre e risco à saúde pública do país. Terá risco de não termos mais orientação técnica, mas política e ideológica”.

Durante a coletiva, Doria lamentou o pedido de demissão de Wanderson Oliveira, secretário de Vigilância e Saúde do ministério, que deixou o cargo nesta quarta. É a primeira baixa da equipe de Mandetta. Oliveira era um dos principais nomes na linha de frente da política do ministro no combate ao coronavírus.

“Perdemos um guerreiro que tem ajudado a saúde pública”, disse Doria.

“Não comento saída, que não é meu papel. Como representante da ciência, elogio o relacionamento com o ministério, sempre baseado em evidência científica”, afirmou o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo.

Para o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, o país perderá com a eventual saída do ministro.

“É erro estratégico alterar essa equipe de trabalho que está engajada e conhece profundamente os problemas que vivemos no país, além de ter relação com todos os estados num clima colaborativo.”

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