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Cervejeiros regionais mostram produtos no Festival de Cerveja Artesanal

Por Thais Perez@_thaisperez |
| Tempo de leitura: 3 min
Variedade. Produtores apresentam tipos variados de cerveja no festival
Variedade. Produtores apresentam tipos variados de cerveja no festival

Nada como tomar aquela gelada, trocar experiências e compartilhar momentos junto aos amigos. A cerveja, ao contrário do sofisticado vinho, sempre foi uma bebida popular, companheira para todos os eventos sociais.

Ela caiu no gosto do brasileiro, que sempre inventa um motivo para convocar uma "social" com os amigos, usando a velha "loira gelada" para refrescar-se no calor tropical e esfriar a cabeça.

As cervejas artesanais (ou especiais) têm conquistado o mercado gradualmente, capturando paladares mais exigentes. A ascensão do mercado acabou criando o mito de que a cerveja "gourmet" precisa ser necessariamente mais cara e mais difícil de ser encontrada.

Cervejeiros da região se juntaram para provar o contrário. De acordo com eles, a cerveja pode ser de boa qualidade e ainda assim ser barata.

"A nossa missão é fazer com que a cerveja seja democrática", afirma Pedro Moura, organizador do Festival da Cerveja Artesanal do Vale do Paraíba.

Mestre cervejeiro, Moura afirma que o festival tem o objetivo de levar tipos de cerveja diferenciados para o grande público, de maneira acessível.

O evento, que acontece a partir desta sexta em São José dos Campos, vai reunir mais de 20 cervejarias da região e do Brasil, disponibilizando cerca de 100 rótulos de cerveja artesanal para o público.

"Queremos mostrar o potencial econômico e turístico da produção de cerveja na região. Para isso, precisamos de incentivo dos órgãos públicos também", completa Moura.

Dono da cervejaria Cão Loko, uma das quatro cervejarias de São José, o engenheiro químico trabalhou na fábrica da Ambev, onde adquiriu o gosto não só por consumir cerveja, mas também por produzi-la.

"Fazer cerveja é a mesma coisa que cozinhar. Você escolhe os ingredientes, acompanha o processo de perto", explica ele.

Algumas cervejas produzidas pela Cão Loko chegam a demorar 30 dias para ficarem prontas. Tudo pelo processo natural de fermentação, realizado nos tonéis da fábrica.

A cerveja é comercializada em dois estabelecimentos de São José, o Fucking Crazy Boss e o Republic C.A., que servem cervejas artesanais em forma de chopp de toda a região.

Os preços e a qualidade da cerveja atraem o público: os dois estabelecimentos, que ficam no centro e na zona oeste da cidade, conseguem reunir quase mil pessoas em apenas uma noite.

Apesar do público estar acostumado a consumir a cerveja Pilsen, tipo que é mais comummente comercializada pelo mercado, Moura afirma que os frequentadores dos dois bares têm estado mais abertos para consumir novas cervejas.

"De certa forma, somos 'mal ensinados'. Mas as grandes indústrias estão cada vez mais abertas a apresentar esse tipo de cerveja ao consumidor. É igual a música: se você escuta uma banda popular de rock, acaba se interessando pelo gênero e quer conhecer mais estilos", afirma Moura.

A Cão Loko deve apresentar no Festival sua nova criação, uma cerveja do tipo Tripel Belga. Apesar de ser produzida da forma que monges belgas faziam cerveja, a bebida tem uma 'pegada' jovem.

O Festival da Cerveja Artesanal acontece nesta sexta com Open Chopp de 60 rótulos de cerveja, com ingressos a R$ 110. No sábado, a entrada é livre para o público em geral, das 13h às 22h. O festival acontece no Palácio Sunset, na Rua Dr. Pedro Luiz de Oliveira Costa, 1152, Jd. Limoeiro.

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