Bárbara Eugênia morreu no intervalo de uma aula na terça-feira (8), enquanto realizava seu sonho de cursar Recursos Humanos. Para a família, a falta de um profissional capacitado para atendê-la na faculdade em que ela estudava poderia ter mudado o rumo da história. Mais do que um registro de óbito, agora os parentes lutam para que seu nome se torne lei.
A estudante, de 23 anos, foi responsável por levar mais de 500 pessoas ao seu velório, realizado no Cemitério Maria Peregrina, em Santana. Junto da sua legião de amigos, a família leva à Câmara de São José dos Campos uma proposta para que instituições que tenham mais de 300 pessoas sejam obrigadas a disporem de brigadista ou socorrista, preparados para prestar um atendimento inicial a quem necessitar.
"A morte dela não foi em vão. De repente, ela morreu para que outros jovens da idade dela não passem pela dor que ela deve ter passado até morrer", afirmou a tia, Antônia Santos. "O que mais me dói é que ela morreu realizando o sonho dela, no lugar que ela acreditava que seria a mudança da vida dela", lamentou a assistente social, emocionada.
O projeto foi alvo de diálogo da família com vereadores já nesta sexta-feira (11) e deve ser avaliado junto às comissões e ao setor jurídico do Legislativo.
O Inpg (Instituição Nacional de Pós-Graduação), faculdade em que a jovem estudava, se posicionou nas redes sociais lamentando o ocorrido e afirmando que fez todo o acompanhamento no local desde que a coordenação foi informada sobre o estado da aluna, até o hospital, quando a morte foi confirmada (confira posicionamento completo abaixo). Para a família, havia a necessidade que fosse feito, ao menos, um isolamento no local em que ela caiu.
"Não queremos dinheiro, não queremos processar ninguém. Mas ir no hospital, registrar boletim de ocorrência é a obrigação deles. Nossa única indignação é de eles estarem tentando se defender com histórias que não são verdadeiras", afirmou, Antônia.
A estudante sofreu uma embolia pulmonar, seguida de uma parada cardíaca. A necropsia com o diagnóstico da causa da morte de Bárbara deve ser emitida em cerca de seis meses.
ENTENDA O CASO.
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Bárbara passou mal e ficou desacordada no intervalo de uma aula durante a última terça-feira. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e levou cerca de 40 minutos para chegar à faculdade, que fica na região oeste da cidade. Ela morreu no hospital.
Inpg fez nota de esclarecimento sobre o caso