Caro leitor, eu sou uma mulher socialista e petista. Um título e tanto para quem não conhece a esquerda. Digo isso, porque estou participando das eleições para a disputa pela presidência do diretório municipal do PT de São José, e durante o processo e divulgação da chapa, muitas vezes, a imprensa regional, alguns da esquerda e outros partidos me chamaram de radical.
Ser radical é lutar pela igualdade social? Afinal, em nenhum momento o governo conservador é chamado de radical, sobretudo quando pede a volta da intervenção militar, quando diz com todas as letras que vai acabar com os petistas, quando diz que não existe gênero, quando uma mulher, negra, favelada e lésbica é assassinada em praça pública por milicianos vizinhos de Bolsonaro, quando ex-presidente Lula é preso sem provas.
A imprensa precisa ter responsabilidade no que publica e dar nomes aos bois a quem realmente persegue os mais pobres, movimentos sociais, grupos LGBTs, negros, povos originários, mulheres etc. Isso é ser radical.
É lastimável o comportamento parcial e sugestivo que os veículos tratam o PT, ainda se alimentam de um discurso antipetista e golpista, que nos trouxe para o pior patamar da política no Brasil, grotesco, que agravou a crise econômica e tirou direitos da classe trabalhadora.
O socialismo é igualdade e isso estremece a classe dominante, assim como qualquer grande corporação, imprensa e igrejas pentecostais.
Ser radical é barbárie, nós somos o contrário disso tudo. Nós, do PT, lutamos pela classe trabalhadora..