O simples ato de vestir uma calça jeans pode ser sinônimo de rebeldia, atitude e modernidade, mesmo que a peça tenha sido criada há mais de 400 anos atrás.
As roupas pode transmitir ideias, sentimentos, personalidade e fazer uma revolução.
A moda faz parte do conjunto de elementos que traduzem um período específico. Em tempos de consciência ambiental e reciclagem, nada mais adequado do que aplicar a sustentabilidade às roupas.
O Movimento Sustentável São José dos Campos surgiu há um ano pelas mãos de Raiane Brito, dona de um brechó, que se juntou a Julia Pereira, dona de uma marca roupas customizadas.
Juntas, as duas criaram um movimento com o objetivo transformar o consumo de moda na região, levando ao público opções de consumo consciente, com a junção de marcas e brechós com o mesmo propósito.
Neste sábado, a partir das 16h, um evento voltado para o assunto acontece no Parque Vicentina Aranha, em São José, com oficina de customização, roda de conversa, estande de expositores e desfile de moda.
Essa vai ser a primeira vez que o Movimento Moda Sustentável fará um desfile com as marcas, todas adeptas à reutilização e ao "slow fashion".
"O slow fashion, ao contrário do fast fashion, não utiliza mão de obra escrava, valoriza a produção local e trabalha com tecidos e materiais reaproveitados", explica Raiane.
A conscientização é a principal bandeira do movimento, que expõe os problemas da indústria da moda em eventos, palestras e rodas de conversa.
"Além do problema da poluição, o comportamento consumista é muito incentivado pela mídia, que sempre te diz que você precisa ter o que é novo. Nas lojas do shopping, vemos novas coleções a todo momento", completa a personal stylist.
Além de seguir uma tendência mundial, que está sendo evidenciada por marcas populares (veja na imagem abaixo), o consumo consciente também promove o verdadeiro sentido da moda: a expressão.
Afinal, ao customizar uma peça, ela se transforma em algo exclusivo, um sinônimo de originalidade e estilo.
"As marcas autorais trabalham com coleções com menos peças, coisa que você não vai ver igual ao sair na rua. Com o movimento, queremos mostrar que os brechós e as marcas autorais são acessíveis, baratas e ter menos peças pode significar usá-las de inúmeras formas", afirma Raiane..