Brasil

Amazônia: desmatamento é 66% em julho, diz estudo

Por Das agências@jornalovale |
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Maquetes de David Leite para a Embraer
Maquetes de David Leite para a Embraer

O instituto de pesquisa Imazon divulgou nesta sexta um relatório que aponta um crescimento de 66% no desmatamento na chamada Amazônia Legal no mês de julho de 2019, em comparação com o mesmo período no ano passado. O estudo mostra que, no mês, foi detectado o desmatamento de 1.287 km² na região --uma área que equivale à do município do Rio de Janeiro.

O Imazon é uma associação sem fins lucrativos qualificada pelo Ministério da Justiça. O instituto faz o monitoramento da Amazônia por satélites.

A organização não é ligada ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que no início de agosto divulgou que o desmatamento cresceu 278% no mês de julho. Por usarem metodologias diferentes, as pesquisas desses institutos não são comparáveis. Os dois, no entanto, indicam aumento no desmatamento. O SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento), do Imazon, detecta desmatamento a partir de 1 hectare (10.000 m²). O Inpe, por sua vez, faz uso do Deter (Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real), que utiliza dados dos satélites CBERS-4 e IRS-2 e é capaz de fornecer estimativas de desmatamento diariamente.

A divulgação de dados de desmatamento pelo Inpe gerou uma crise com o governo. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) acusou o Inpe de mentir sobre os dados. O episódio culminou na exoneração do diretor do órgão, o físico Ricardo Galvão..

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