Agentes da Polícia Federal cumpriram nesta quinta-feira mandado de prisão do empresário Eike Batista. A ação é parte da Operação Segredo de Midas, deflagrada na manhã desta quinta, como desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. O pedido de prisão foi expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal.
Condenado a 30 anos por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, o empresário foi preso em janeiro de 2017. Três meses depois, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que Eike cumprisse a pena em casa.
Na operação desta quinta, a Polícia Federal também cumpriu mandado de prisão contra outra pessoa ligada a Eike, além de quatro mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, o objetivo é buscar provas sobre manipulação de capitais e lavagem de dinheiro.
Em nota, o advogado de Eike Batista, Fernando Martins, informou que a prisão temporária do empresário foi decretada "para que ele fosse ouvido em sede policial sobre fatos supostamente ocorridos em 2013". Segundo ele, se trata de uma prisão "sem embasamento legal".
O advogado confirmou que Eike foi preso em casa e levado à PF.
Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,6 bilhão em bens de Eike Batista e de seus dois filhos, Thor e Olin Batista, na mesma ação que levou o empresário de 62 anos à prisão na manhã desta quinta.
Bretas também determinou a prisão preventiva (sem prazo) de Luiz Arthur Andrade Correia, conhecido como Zartha, que foi contador de Eike até 2013, além de mandados de busca e apreensão nos endereços dos quatro envolvidos e de José Gustavo Costa, ex-diretor-presidente e diretor de relações com investidores da empresa CCX, de Eike.
Segundo o MPF, as investigações realizadas a partir das operações Eficiência (em 2017 e que levou Eike à prisão pela primeira vez) e Hashtag revelaram que as mesmas contas utilizadas para o pagamento de propina ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que está preso, foram usadas para manipular ações de empresas envolvidas em negócios com Eike..