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Teste vocacional: importante contribuição na escolha da carreira

Por Bárbara Monteiro |
| Tempo de leitura: 2 min
Profissões
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A escolha do curso de graduação nem sempre é uma tarefa fácil. Sentir-se inseguro é normal, afinal o futuro profissional está em jogo. Para amenizar a pressão da escolha, muitos estudantes pedem apoio e orientação. Em casos assim, a realização de um teste vocacional torna-se a melhor opção. Com ele, é possível ter clareza sobre as aptidões e as carreiras mais adequadas para cada indivíduo.

“Um dos principais objetivos de se fazer um teste é verificar os níveis de interesse, personalidade e capacidade da pessoa, bem como avaliar as habilidades para uma determinada área”, afirmou Fernando Gaiofatto, gerente da Catho Educação.

Segundo o especialista, o teste vocacional profissional leva em conta os gosto de cada pessoa e as atividades que podem trazer realizações. “São trabalhadas questões como autoconhecimento e realidade profissional. Nas sessões, podem ou não ter testes. E, caso tenha, eles fazem parte do processo como um todo”, informou. 

“O método analisa quatro fatores: a personalidade por meio de perguntas, o estilo de vida e o hobby do candidato, as habilidades naturais e, por fim, seus objetivos”, disse Gaiofatto.

No entanto, vale lembrar que essa alternativa, serve como base e não como fim para uma escolha definitiva. “Não é o orientador quem vai dizer qual carreira você deve seguir, mas você quem chegará a essa decisão”, enfatizou o especialista.

O estudante Lincoln Nakamura, 21 anos, foi descobrir suas afinidades profissionais só depois de ingressar no ensino superior. “Sempre fui bem decidido: queria ser engenheiro mecânico. Mas, na faculdade, pude entender melhor a área e minha opinião foi mudando”, contou ele, que resolveu trocar o curso por administração. “Participando de uma atividade que a universidade promoveu, descobri que tinha mais afinidade com vendas e consultoria”, contou o jovem.

“Somado a isso, comecei a me interessar pelos cargos administrativos que havia assumido na empresa que estava trabalhando. Isso foi essencial para que eu optasse por interromper engenharia e ingressar na turma de administração. Hoje estou muito mais feliz com minha escolha”, orgulhou-se.

Recomendações.

Para o sócio diretor, da Dinâmica Treinamentos, de São José dos Campos, Lucas Rana, é essencial o aluno entender que nem sempre o que vai estudar na graduação será com o que ele vai trabalhar.

“Atualmente, encontramos no mercado profissionais formados em engenharia de materiais trabalhando na área financeira; administradores trabalhando com vendas; gestores ambientais trabalhando com logística, entre vários outros exemplos”, ressaltou.

“Recomendo que o vestibulando pense no que gosta de fazer e em qual área quer seguir. Por exemplo, se deseja trabalhar em startups de tecnologia, ele precisará saber qual o curso mais adequado e qual a formação mais comum de pessoas que estão em atividade”, aconselhou Lucas.

Além do teste presencial, existe a possibilidade de realizá-lo on-line.

“A diferença entre eles é que no teste vocacional presencial, o especialista que analisará o indivíduo domina técnicas capazes de entender o perfil, as reações emocionais e como o sujeito vai lidar com elas em diferentes situações”, conclui Gaiofatto.

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