Economia

Vale fecha 25 mil vagas na indústria desde o início da crise, em 2014

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 2 min
Emprego. Número de operários no setor industrial teve redução
Emprego. Número de operários no setor industrial teve redução

A crise econômica enterrou 25,3 mil empregos nas indústrias do Vale do Paraíba desde janeiro de 2014. Naquela época, o setor empregava 123,4 mil pessoas na região, contingente que caiu para 98,1 mil em agosto deste ano, segundo os dados do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

Nesse intervalo, a região perdeu 20,5% da massa trabalhadora nas indústrias, cortes que equivalem ao fechamento de quase duas Embraer no Brasil --fabricante emprega 15 mil trabalhadores no país.

A regional de Taubaté do Ciesp, que congrega 28 cidades, foi a que mais perdeu postos desde a crise, com o fechamento de 13,6 mil vagas e retração de -25%.

Com oito cidades, a regional de São José vem em seguida, com -7,9 mil postos de trabalho e -14,3% de queda.

Jacareí, cuja regional tem três municípios, reduziu em 3,7 mil as vagas industriais, um recuo percentual de -29%, o maior do Vale.

ANÁLISE.

Para o economista Edson Trajano, que é pesquisador do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté), o problema não será resolvido sem uma política industrial para o país.

"Tínhamos um Ministério de Indústria e Comércio que foi extinto e anexado ao Ministério da Economia. Falta espaço de discussão sobre a política industrial no país, o que tem agravado a situação".

Trajano disse que não há representante e nem grupo discutindo política industrial no atual governo. "Ausência de política industrial no Brasil dificulta o processo de recuperação".

Nem mesmo a reforma trabalhista aprovada em novembro de 2017, na gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB), foi capaz de gerar empregos na indústria do Vale.

De lá para cá, o saldo é de -1.430 postos de trabalho, queda de 1,53%.

O número de empregos caiu de 99,5 mil em novembro de 2017 para 98,1 mil, em agosto deste ano.

"Havia expectativa do mercado com Temer de recuperação, mas não ocorreu e política industrial brasileira causou o problema", disse Trajano..

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