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TENSÃO E PROTESTOS NO TREINO DO TIMÃO

Por Gazetapress@jornalovale |
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BERLINDA.
O técnico Fabio Carille balança no comando do Corinthians após mais uma derrota em campor
BERLINDA. O técnico Fabio Carille balança no comando do Corinthians após mais uma derrota em campor

O Corinthians retornou à capital paulista na tarde desta quinta-feira e encarou a pressão da torcida logo na chegada ao aeroporto de Guarulhos depois da derrota para o CSA, em Maceió. Jogadores e comissão técnica foram orientados a desembarcar pela pista de pouso ao invés de usarem a área comum. O motivo, segundo a segurança do local, seria uma possível presença de torcedores infiltrados no voo, que ameaçariam a segurança do elenco.

A chegada ao CT Joaquim Grava foi ainda mais tumultuada. Cerca de 30 torcedores receberam a delegação com fortes protestos e palavras de ordem. Três viaturas da polícia militar estavam presentes na porta do CT.

Depois da chegada do ônibus, oito líderes da torcida organizada do Corinthians foram autorizados pela diretoria a entrar no complexo para se reunir com alguns jogadores e dirigentes. Na saída, alguns deles explicaram apenas de que houve cobrança por raça e mudança de atitude. "O que tínhamos de falar, falamos para eles".

Os muros do CT amanheceram pichados nessa manhã. A Gaviões da Fiel, maior organizada do Corinthians, publicou uma nota oficial criticando a postura do time e anunciando uma onda de cobranças.

O Timão volta a campo no domingo pelo Campeonato Brasileiro e pega o Flamengo, fora de casa, às 16h. Com 45 pontos, o Corinthians não vence há 7 partidas e é o 7º colocado.

TREINADOR.

O Corinthians vai atrás de Sylvinho, caso Fábio Carille deixe o comando do time, embora extraoficialmente ele tenha dito que vá continuar no cargo e cumprir o contrato. O clube usou intermediários para contatos informais há algumas semanas e deixou a situação em "stand-by".

Sylvinho foi demitido do Lyon no início do mês depois de apenas 11 partidas no comando da equipe francesa, onde obteve três vitórias, quatro empates e quatro derrotas.

A identificação com o clube, o conhecimento do trabalho desenvolvido nos últimos anos e a facilidade para um acordo rápido, sem a necessidade de qualquer negociação com outra instituição, fez com que Sylvinho se tornasse a primeira opção dos dirigentes corintianos nesse momento para a eventual situação de Carille não se sustentar até o fim da temporada.

A multa rescisória e o vestiário têm segurado Carille no cargo, mas a situação mudou nas últimas horas. O treinador se abateu com a situação da equipe e os dirigentes perderam a paciência, assim como boa parte dos torcedores.

A possibilidade de uma quebra de vínculo amigável, sem a necessidade do pagamento de qualquer valor por ambas as partes, é real e cada vez maior..

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