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Grupo Senzala Hi-Tech, do medalhista pan-americano Diogo Silva, se apresenta no Vicentina

Por Thais Perez@_thaisperez |
| Tempo de leitura: 2 min
Senzala Hi Tech
Senzala Hi Tech

Em 2007, o atleta de Taekwondo Diogo Silva subia ao pódio para ganhar a medalha de ouro no Pan-americano do Rio de Janeiro. Natural de São Sebastião, ele conheceu mais de 30 países por conta do esporte, sempre buscando refúgio em seus fones de ouvido, seja para se concentrar, se acalmar ou ganhar forças.

Hoje, Diogo Silva se dedica ao seu projeto musical Senzala Hi-Tech, ao lado dos companheiros MC Sombra, Minari e Junião.

O grupo que mescla o rap futurista ao dub, samba, reggae e sons da África às Américas, se apresenta em São José dos Campos neste domingo, no Parque Vicentina Aranha (Rua Engenheiro Prudente Meireles de Morais, 302 - Vila Adyana), a partir das 11h.

O show gratuito vai trazer ao público músicas do primeiro disco do grupo, intitulado "Represença", que foi lançado no início de agosto.

Na estrada há 10 anos, o Senzala Hi-Tech tem como principal influência do afrofuturismo, movimento cultural que estabelece uma conexão entre a história, o resgate da mitologia e cosmologias africanas com a tecnologia.

"Quando percebi que como atleta eu poderia chocar o mundo, mostrar o verdadeiro Brasil, a transformação aconteceu", afirma Diogo Silva em entrevista a OVALE.

Em suas viagens, Silva aprendeu a ter liderança, lidar com as diversidades e viveu a interação cultural com outros povos. Depois de morar na África do Sul, o músico atleta teve ainda mais contato com sua influência negra.

Com letras políticas que falam sobre a identidade do negro, democracia e a desigualdade no Brasil.

"Reforçamos nossa identidade negra com diálogo e informação, construídos de uma forma horizontal. Incluímos a arte, o esporte e a política social para desconstruir velhos hábitos como do nosso atual chefe de estado", completa Silva. Ele também reforça a importância do nome do grupo.

"Dentro do nosso olhar a Senzala também foi o local onde foram tramadas inúmeras fugas. "Voltar pra senzala" sempre foi uma ofensa que transformamos em poder", completa o músico..

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