Não demorou muito para o presidente Jair Bolsonaro descumprir o prometido e repassar o aumento do petróleo internacional ao preço da gasolina e do diesel, após os ataques à Saudi Aramco, na Arábia Saudita.
Ainda assim, o governo só pode segurar o preço dos combustíveis, mesmo que por um breve período, porque a Petrobrás e suas refinarias são estatais. Infelizmente, essa realidade pode mudar. Com a intenção de privatizar boa parte de nossa maior empresa nacional, a Petrobrás, o governo federal tem subido artificialmente os preços dos combustíveis produzidos no Brasil.
Com isso, metade da gasolina consumida no país já vem de fora (principalmente dos EUA), o que leva embora nossas vagas de emprego e coloca em risco nossa soberania energética.
O governo já colocou à venda oito de nossas 13 refinarias, o que significa metade de nossa capacidade de refino. A opção de colocar esse setor nas mãos de empresas privadas prejudica a geração de empregos no país e condena o povo brasileiro a preços altíssimos de gasolina, diesel e gás de cozinha.
A política do governo Bolsonaro para o setor de petróleo gera empregos nos EUA e ajuda Trump a tentar a reeleição. Mas não é boa para os interesses do Brasil e dos brasileiros.
Precisamos impedir a privatização da maior empresa nacional, exigir mais investimentos no refino e defender uma política de preços que beneficie os brasileiros e que possa gerar empregos para o nosso povo. Defender a Petrobrás é defender o Brasil!.