O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos suspendeu temporariamente a greve na Embraer e irá aguardar nova proposta de reajuste salarial da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que representa a fabricante.
A entidade acusou a Polícia Militar de interferir na assembleia do sindicato, na manhã desta quarta-feira, e de agredir o sindicalista Alex Gomes, que foi detido por desobediência, e depois liberado.
Segundo o sindicato, cerca de 500 empregados da Embraer optaram por manter a paralisação, mas teriam sido "pressionados" a entrar para o trabalho com a ação da PM.
"Trabalhadores da produção já haviam decidido dar continuidade à greve. Homens da PM fizeram um corredor polonês para que, intimidados, os trabalhadores entrassem na fábrica", disse o sindicato.
"A PM não interfere. Só atuou para garantir o direito dos trabalhadores que não quiseram aderir à greve", disse o coronel José Eduardo Stanelis, comandante da PM no Vale.
Quanto à negociação, OVALE apurou que há um impasse com relação à convenção coletiva da categoria. O sindicato quer aprovar todas as cláusulas, enquanto as empresas querem flexibilizar direitos de lesionados e aumentar a terceirização, como prevê a reforma trabalhista.
Para o reajuste, a Fiesp propôs abono salarial de R$ 2.500 e depois a reposição de 100% da inflação (3,28%). Sindicato rejeitou ambas e reivindica 6,37%, com 3% de aumento real.
Procurada, a Fiesp disse que "o processo negocial encontra-se em andamento"..